Professores Viralizam ao Relatar Esgotamento.

O ambiente escolar, que deveria ser um espaço de acolhimento e construção do saber, tem se tornado um cenário de adoecimento para muitas/os educadoras/es. Uma reportagem recente do jornal O Globo, intitulada “Ao mestre sem carinho: Professoras/es viralizam nas redes sociais ao relatarem hostilidade de alunas/os”, trouxe à tona uma realidade que nós, do Sinpro-Rio, acompanhamos e combatemos diariamente.Nas redes sociais, multiplicam-se vídeos de professoras/es chegando ao limite em suas carreiras. Os relatos variam desde agressões verbais por parte de alunas/os até situações de violência física. O desabafo é uníssono: a sala de aula virou um ambiente hostil.Os números comprovam o esgotamentoA percepção das redes é respaldada por dados alarmantes. De acordo com a última Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis, 2024), quase metade (47%) das/os professoras/es relatou sofrer intimidação ou abuso verbal de alunas/os como fonte de estresse.Especialistas apontam que a desvalorização da categoria, turmas superlotadas, a sobrecarga de trabalho e a falta de limites – muitas vezes potencializada pelo acesso sem supervisão a conteúdos nocivos na internet – são os principais combustíveis dessa crise. A reportagem destaca ainda que esse problema não é exclusividade das redes públicas: na rede privada a situação se repete, com educadoras/es relatando dificuldades constantes no comportamento de alunas/os e na relação com as famílias.O Sindicato está ao seu ladoNenhuma/um professora/or deve normalizar o desrespeito ou a agressividade. A saúde mental e a integridade física da categoria são inegociáveis. O Sinpro-Rio orienta que as/os educadoras/es da rede privada que estiverem passando por situações de assédio, violência ou hostilidade no ambiente de trabalho busquem o sindicato para orientação jurídica e apoio.

 

Matéria Original 


Link desta página no QRCODE:


Este post foi publicado em 12/05/2026 às 09:00 dentro da(s) categoria(s): Notícias, Primeira página.
Você pode seguir quaisquer alterações a esta entrada através de RSS 2.0 feed.


<- Voltar