Ato-greve do Sinpro-Rio reúne professoras e professores no Largo do Machado

Mobilização pela Campanha Salarial 2026 marcou a greve de 24 horas da Educação Básica e teve apoio da CUT-Rio e do Sinasefe, além de repercussão na imprensa

Professores e professoras da Educação Básica da rede privada do Rio de Janeiro participaram, nesta quarta-feira (2), do ato-greve do Sinpro-Rio no Largo do Machado, na Zona Sul. A mobilização marcou a greve de 24 horas aprovada pela categoria e levou às ruas as reivindicações da Campanha Salarial 2026 da Educação Básica, como reajuste salarial, valorização profissional e reconhecimento e remuneração do trabalho realizado fora da sala de aula.

Desde o início da concentração, o Largo do Machado ficou tomado por professores e professoras, que participaram das atividades e manifestações organizadas pelo Sindicato. O ato também contou com a presença e o apoio de entidades do movimento sindical, como a CUT-Rio e o Sinasefe, que fortaleceram a mobilização da categoria.

A manifestação teve ainda acompanhamento da imprensa. Equipes de televisão e veículos de comunicação estiveram no Largo do Machado durante o ato, entre eles Globo, BandNews FM e Brasil de Fato, dando visibilidade à greve dos professores e às reivindicações da categoria.

 

Professores ocupam as ruas durante o ato-greve

Após a concentração e os discursos no Largo do Machado, professoras e professores iniciaram uma caminhada pelas ruas da região. A previsão inicial era seguir até o Palácio Guanabara, mas o percurso precisou ser interrompido antes da chegada ao destino em razão dos impactos provocados no trânsito.

A mobilização contou com acompanhamento das forças de segurança durante o deslocamento. A Polícia Militar realizou a escolta do grupo, enquanto agentes da Guarda Municipal auxiliaram na organização do trânsito e no fechamento de vias quando necessário.

Mesmo com a interrupção do percurso, a mobilização levou as reivindicações dos professores às ruas e marcou o dia de greve, dando visibilidade à campanha salarial e à luta da categoria por melhores condições de trabalho.

Greve cobra avanços na Campanha Salarial 2026

A greve de 24 horas foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada em 15 de agosto e reafirmada pela categoria em nova assembleia no dia 29. Entre as reivindicações estão 6% de reajuste salarial, 3% de hora-atividade, 20 dias de licença-paternidade e a construção de um programa de equiparação salarial entre profissionais da Educação Infantil, do Ensino Fundamental I e II e do Ensino Médio.

O movimento ocorre diante do impasse nas negociações com o Sinepe-Rio. Na reunião realizada em 28 de agosto, o sindicato patronal apresentou proposta de 3,77% de reajuste, com retroatividade a abril, além da possibilidade de discutir um acréscimo de 0,23% em fevereiro. O Sinpro-Rio considerou a proposta insuficiente e apresentou contraproposta de 5,5%, com a inclusão de 3% de hora-atividade para remunerar o trabalho realizado fora da sala de aula, além de avanços nas demais reivindicações da categoria. A reunião terminou sem acordo.

A mobilização desta quarta-feira reforça a disposição dos professores e das professoras de seguir pressionando por avanços nas negociações. Para o Sinpro-Rio, a participação da categoria nas ruas é fundamental para enfrentar a resistência patronal e garantir uma Campanha Salarial que reconheça o trabalho e a importância dos profissionais da Educação.

Acompanhe a Campanha Salarial 2026

Todas as informações sobre a Campanha Salarial da Educação Básica estão reunidas na página especial do Sinpro-Rio. Nesse espaço, professoras e professores podem acompanhar as reivindicações da categoria, as etapas das negociações, as mobilizações e as orientações do Sindicato.

Acesse: Campanha Salarial da Educação Básica 2026

A luta continua.

 



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Este post foi publicado em 03/09/2026 às 14:55 dentro da(s) categoria(s): Campanha Salarial 2026, Notícias, Primeira página, Publicações.
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