Parlamentares Reimont e Heloisa Helena na abertura do 14º Congresso da Feteerj, no Sinpro-Rio

Democracia, Soberania e Resistência foi o tema do 14º Congresso da FETEERJ, dias 21 e 22 de março, diretamente da sede do Sinpro-Rio, Espaço Cultural Paulo Freire, de forma híbrida.

A abertura do Congresso teve a saudação de Elson Paiva, presidente do Sinpro-Rio. Em seguida, falaram o presidente da CTB, Paulo Farias, além de representantes da UNE e da UEE, estudantes Juliana Nunes e Renan Charnoski.

Na sequência, foi lido e aprovado o regimento do Congresso.

O primeiro debate abordou a conjuntura nacional e suas implicações no mundo do trabalho, com a mesa formada pelos deputados federais Reimont (PT/RJ) e Heloísa Helena (Rede/RJ); na mesa do debate, participaram pela FETEERJ, os diretores Robson Terra e Guilhermina Rocha.

Durante o debate, os parlamentares alertaram para o que classificaram como uma conjuntura internacional grave, marcada pelo imperialismo dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump e pela atuação da extrema direita em ano de eleições gerais. Também destacaram os impactos no mundo do trabalho, especialmente o adoecimento precoce das educadoras, categoria majoritariamente composta por mulheres.

O deputado Federal Reimont salientou que o cenário atual é de disputa ideológica de narrativas, na qual a religião vira objeto, com uma onda crescente de fake News. Afirmou ainda que há uma reorganização da extrema direita brasileira, pois com a eleição de Bolsonaro em 2018 foi aberta a tampa do esgoto. “É uma extrema direita que atua antes do acontecimento, com forte apelo sensacionalista”, ressaltou.

Reimont acrescentou ainda que o presidente dos EUA, Donald Trump, é uma fascista que afeta a organização política mundial, inclusive o Brasil.

O parlamentar acentuou que a as eleições de Eleições não serão apenas definidas por indicadores econômicos, mas principalmente pela capacidade de lutar contra as narrativas, com a percepção dos fatos. “2026 terá ainda uma discussão que será a da violência de gênero. Tarefa para além, para os professores e professoras, na luta contra a violência à mulher”.

Reimont encerrou sua fala pregando que a política pode ser feita com afeto. “Não vamos negar oxigênio para Bolsonaro, como ele fez ao povo brasileiro”. Afirmou.

Já a deputada federal Heloísa Helena alertou que “vivemos um momento internacional duríssimo, com Trump arrogante, repugnante, que se apresenta como o grande delegado do mundo. “Dinamitam a economia local através da indústria armamentista, afirmou.

A deputada ressaltou que “democracia sem justiça social não é democracia, vivemos num arremedo”.

Lamentou ainda que o momento é de recrudescimento do feminicídio e pedofilia: “O machismo está em todo o lugar, alguns estão dissimulados.”.

A parlamentar finalizou saudando os profissionais da Educação: “Uma honra, tenho muito respeito pelo trabalho das professoras e professores. Temos que sentir a dor como se fosse nossa para lutarmos”. (Texto baseado em cobertura da Feteerj).


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Este post foi publicado em 23/03/2026 às 12:50 dentro da(s) categoria(s): Notícias, Primeira página.
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