O fenômeno de Ainda Estou Aqui recoloca na ordem do dia o debate sobre a memória da Ditadura

Mas afinal, como o Sinpro-Rio vivenciou esse período?
Segundo a Comissão Nacional da Verdade, criada em 2011 para investigar os crimes da ditadura, 433 sindicatos sofreram intervenção. O Sinpro-Rio teve sua sede invadida e seu então presidente, Affonso Saldanha, foi preso e torturado durante 42 dias, abalando sua saúde com sequelas que culminaram na sua morte em 1974.
O cofre do Sindicato foi violado e vários Documentos foram apreendidos pelos militares – alguns nunca foram devolvidos.
Lideranças foram fichadas, torturadas e assassinadas. Muitos professores foram demitidos e perderam direitos políticos.
Entretanto, a categoria resistiu, impedindo a invasão do prédio em 1964 (VER) e mantendo viva sua luta política.

Em 1981, a Folha do Professor, jornal produzido pelo Sinpro-Rio, publicou uma notícia rememorando os 10 anos do desaparecimento de Rubens Paiva, cobrando uma resposta das autoridades.

Apesar das dificuldades enfrentadas, os professores e as professoras voltaram com força em 1979, organizando uma das maiores greves de sua história, em plena ditadura, questionando a política salarial dos militares e enfrentando a repressão.

Cumprindo o papel de uma instituição vinculada à sociedade e ao Estado Democrático, em 2012, o Sinpro-Rio fez um ato em apoio à Comissão Nacional da Verdade, que iria construir uma memória sobre a verdade das diversas formas de violência praticadas pelo Estado brasileiro, e que sofria oposição de alguns setores da classe dominante.

A história do Sinpro-Rio é de luta e enfrentamento. A firmeza de seus posicionamentos vem consolidando suas ações em defesa dos direitos da categoria do magistério e da classe trabalhadora, e sobretudo, da democracia brasileira.


Link desta página no QRCODE:


Este post foi publicado em 10/03/2025 às 13:49 dentro da(s) categoria(s): destaque, Notícias.
Você pode seguir quaisquer alterações a esta entrada através de RSS 2.0 feed.


<- Voltar