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Professores da UGF decidem manter a greve

20/03/2013


Na última terça-feira, dia 19 de março, foi realizada mais uma assembleia dos professores da Universidade Gama Filho, no campus Piedade.

Além da direção da Associação dos Docentes da Gama Filho (ADGF) e dos diretores do Sinpro-Rio, estiveram presentes professores, representantes do corpo docente do Colégio Gama Filho e de alunos da Universidade Gama Filho e da UniverCidade.

A assembleia decidiu por unanimidade pela manutenção da greve porque consideram um desrespeito à decisão da assembleia anterior, o pagamento feito a uma parte dos docentes, de uma parte dos salários devidos, sem explicações e sem indicações de garantias para o futuro. Os professores não aceitam receber quatro salários em sete meses.

Vale ressaltar que o pleito dos docentes da UGF é o pagamento da integralidade dos salários devidos de janeiro e fevereiro de 2013, para que então possa haver negociação dos demais pagamentos de salários, férias atrasadas e 13º, e também a continuidade de negociações para que sejam saldadas as demais pendências com os docentes, como a parcela atrasada do 13º de 2009, recomposição de depósitos não realizados do FGTS e INSS, entre outras.

Uma nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira, dia 25 de março, às 15h, na unidade Piedade.

Os funcionários da UGF também mantiveram a greve, porque consideravam desrespeitoso o pagamento a menos que a totalidade dos funcionários; e os estudantes iniciaram a greve estudantil no dia de ontem, como pauta fundamental a intervenção do MEC para o reordenamento da situação administrativa criada pela mantenedora.

A assembleia deliberou que:
(I) Fica mantida a greve, uma vez que a Galileo não apresentou atitude respeitosa, satisfatória para o pagamento dos salários em atraso de janeiro e fevereiro de 2013, desrespeitou a decisão soberana da assembleia de rejeição da proposta, que foi considerada indecorosa;
(II) Permanece interposta à gestora a exigência de elaboração de proposta adequada para o pagamento dos salários atrasados, bem como a reivindicação de constituição de comissão mista, de docentes, Reitoria e Direção Executiva da Galileo para apreciação do fluxo de recebimentos e direcionamento para pagamentos de custos fixos, dentre os quais os salários de funcionários e docentes
(III) Haverá gestão para que sejam movidas ações judiciais coletivas cabíveis contra a Galileo Educacional, por meio da assessoria jurídica do Sinpro-RIO, que deverá trazer um esboço de encaminhamento na próxima assembleia;
(IV) Fica estabelecido um comitê para a elaboração de campanha pela intervenção do MEC na gestão administrativa da Galileo, pelo restabelecimento da autonomia universitária e das condições de trabalho docente, que deverá apresentar plano de trabalho e/ou produto(s) na próxima assembleia;
(V) Fica estabelecida comissão para elaborar o funcionamento de ato público que deverá ocorrer aos 26 de março, preferencialmente a partir de 12h, no centro da cidade do Rio de Janeiro, manifestando repúdio às condições que a Galileo tem deixado a UGF, seus corpos discente e docente (assim como os da UC), quase transformando docentes em mendigos pedagógicos;
(VI) Fica estabelecida a contribuição de docentes para a participação dos alunos da UGF em ato público a ser realizado na semana próxima em Brasília-DF, pelos meios divulgados no Blog da ADGF;
(VIII) Fica referendado pela assembleia que a diretoria da ADGF faça gestões de negociação com a Galileo Educacional no sentido de fazer prevalecer o bom senso, e convencê-los da absoluta impropriedade de ceder a totalidade de 4 salários em 7 meses de trabalho, bem como a impostergabilidade do pagamento dos salários devidos de janeiro e fevereiro de 2013, ao conjjunto dos docentes, numa mesma data.
(IX) Fica convocada assembleia dos docentes para segunda-feira, 25 de março, 15h, no campus Piedade, na qual, serão observadas as evoluções do cenários e tomadas as medidas necessárias.



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