{"id":36800,"date":"2023-10-02T11:06:00","date_gmt":"2023-10-02T14:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinpro-rio.org.br\/principal\/?p=36800"},"modified":"2023-10-04T14:10:28","modified_gmt":"2023-10-04T17:10:28","slug":"comissao-de-mulheres-o-assedio-como-pratica-de-gestao-neoliberal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpro-rio.org.br\/principal\/comissao-de-mulheres-o-assedio-como-pratica-de-gestao-neoliberal\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o de Mulheres: &#8220;O Ass\u00e9dio como pr\u00e1tica de Gest\u00e3o Neoliberal&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>O Relat\u00f3rio Mundial de Sa\u00fade Mental da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), publicado em junho de 2022, traz a realidade nefasta que vem se constituindo no mercado de trabalho: o uso banalizado do ass\u00e9dio como pr\u00e1tica empresarial de rotina para se extrair aumento de produtividade da classe trabalhadora. Segundo o relat\u00f3rio, os transtornos mentais atingem 15% dos trabalhadores adultos, sendo o <em>bullying<\/em> e a viol\u00eancia psicol\u00f3gica as principais queixas de ass\u00e9dio no local de trabalho. A instala\u00e7\u00e3o de ambientes competitivos, onde a l\u00f3gica do m\u00e9rito norteia o dia a dia e o outro passa a ser um concorrente, submete as pessoas a um ritmo de trabalho que esgota e ultrapassa todos os limites do pr\u00f3prio corpo. Com o consequente adoecimento, vem a sensa\u00e7\u00e3o de desamparo j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para den\u00fancia dentro da empresa porque nela tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para acolhimento. Ao contr\u00e1rio disso, transtornos mentais s\u00e3o tidos, pela l\u00f3gica empresarial, como fraqueza, como fracasso individual, como motivo para demiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos o capitalismo na sua forma mais perversa. Sua narrativa quer convencer o\/a trabalhador\/a de que o sofrimento causado pelo excesso constante de demandas, com prazos cada vez mais curtos, \u00e9 de responsabilidade do\/da pr\u00f3prio\/a profissional, fruto de performances insuficientes e acomodadas a sua zona de conforto. Conforto \u00e9 algo impens\u00e1vel na atual gest\u00e3o de trabalhadores. A ideia \u00e9 extrair o m\u00e1ximo de explora\u00e7\u00e3o, convencendo a classe trabalhadora de que o sofrimento \u00e9 uma experi\u00eancia ps\u00edquica natural, que pode ser regulada e administrada pelo patr\u00e3o, pelo diretor da escola, pela medicina e pelo pr\u00f3prio trabalhador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria farmac\u00eautica se aproveita desses processos de adoecimento,&nbsp;cada vez mais comuns, naturalizados e negligenciados,&nbsp;para produzir e vender v\u00e1rios tipos de medicamentos que, na verdade, manter\u00e3o trabalhadores e trabalhadoras em condi\u00e7\u00f5es de suportar sua superexplora\u00e7\u00e3o e seu sofrimento por mais algum tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>O contexto do desemprego facilita a aceita\u00e7\u00e3o do trabalho precarizado e \u00e9 um instrumento importante na manuten\u00e7\u00e3o da submiss\u00e3o que o capitalismo imp\u00f5e \u00e0 classe trabalhadora. Mas a narrativa capitalista neoliberal coloca&nbsp;o trabalhador como colaborador e&nbsp;empreendedor, como algu\u00e9m que s\u00f3 est\u00e1 submisso a si mesmo, autossuficiente, capaz de, &#8220;livremente&#8221;, pedir demiss\u00e3o, caso n\u00e3o esteja satisfeito, ou aumentar mais e mais o seu desempenho num esfor\u00e7o individual que se basta, que n\u00e3o precisa da prote\u00e7\u00e3o do Estado, das leis, dos sindicatos. A narrativa capitalista neoliberal quer produzir subjetividades que naturalizem e se tornem gerentes da sua pr\u00f3pria explora\u00e7\u00e3o, numa autocobran\u00e7a que escraviza e tira do sujeito a sua condi\u00e7\u00e3o de ser humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desse contexto de explora\u00e7\u00e3o neoliberal, \u00e9 importante ressaltar que apesar da passagem dos s\u00e9culos, alguns aspectos do trabalho das mulheres permanecem id\u00eanticos, como as diferen\u00e7as salariais, a significativa concentra\u00e7\u00e3o em setores e ocupa\u00e7\u00f5es com estere\u00f3tipos de g\u00eanero, a inser\u00e7\u00e3o em formas de trabalho mais prec\u00e1rias e o grande volume de horas dedicadas ao trabalho de cuidados e afazeres dom\u00e9sticos, em adi\u00e7\u00e3o \u00e0 jornada de trabalho fora de casa. A divis\u00e3o sexual do trabalho se apresenta na base social da opress\u00e3o e da desigualdade. Ainda que as mudan\u00e7as nas estruturas ocupacionais \u2013 resultado das transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e das formas de organiza\u00e7\u00e3o dos processos de trabalho \u2013 tenham gerado novas ocupa\u00e7\u00f5es, persistem alguns atributos a elas associados e que as acompanham na sua inser\u00e7\u00e3o no mundo produtivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres est\u00e3o nas duas esferas, no trabalho produtivo e no reprodutivo, o que gera uma sobrecarga f\u00edsica e psicol\u00f3gica sobre elas. Isso se reflete em n\u00fameros. Segundo pesquisa da Lab Think Olga (2019), a cada dez brasileiros com ansiedade e depress\u00e3o, sete s\u00e3o mulheres. O n\u00famero, certamente pode ser explicado pela sobrecarga de responsabilidades, ac\u00famulo de trabalho profissional com os chamados trabalhos do cuidado. Mulheres seguem sendo as que mais sofrem com ass\u00e9dios e demiss\u00f5es ap\u00f3s licen\u00e7a parental.&nbsp; Quando o assunto \u00e9 sa\u00fade mental, o quadro \u00e9 ainda mais alarmante para as mulheres, que s\u00e3o duas vezes mais propensas a problemas como depress\u00e3o, por exemplo, do que os homens. A doen\u00e7a \u00e9 mais comum entre 5,1% das mulheres do que os homens, com 3,6%, de acordo com a OMS. Muitas vezes, esses quadros est\u00e3o relacionados a excesso de trabalho, situa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio moral e sexual em seus locais de trabalho. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ansiedade, 18,6 milh\u00f5es (9,3%) de brasileiros sofrem com o transtorno. No recorte de g\u00eanero, o transtorno de ansiedade atinge 7,7% da popula\u00e7\u00e3o feminina e 3,6% dos homens. Mulheres negras sofrem ainda mais pois passam por discrimina\u00e7\u00e3o desde a sele\u00e7\u00e3o para o trabalho at\u00e9 a sua perman\u00eancia no mesmo. Pessoas LGBTQIA+ precisam,&nbsp;muitas vezes, esconder sua orienta\u00e7\u00e3o sexual, fingir o que n\u00e3o s\u00e3o para preservarem seus empregos. As pessoas trans e travestis sequer conseguem ingressar no mercado de trabalho, antes, precisam lutar para se manter vivas! A sociedade capitalista \u00e9 excludente. O mercado de trabalho expressa essa exclus\u00e3o, sobretudo, com as camadas racializadas e vulnerabilizadas da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos o exerc\u00edcio mais cruel da luta de classes expresso na solid\u00e3o individualista, precarizada e doentia a que o trabalhador e a trabalhadora s\u00e3o submetidos, que nega a for\u00e7a da a\u00e7\u00e3o coletiva, que nega a pot\u00eancia da solidariedade para continuar permitindo a acumula\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de riqueza por parte de uns poucos privilegiados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a Educa\u00e7\u00e3o vem sendo alvo de ataques frequentes porque ainda \u00e9 um lugar de conv\u00edvio, de troca, onde existe um debate coletivo e democr\u00e1tico. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que professores e professoras sofrem um processo crescente de desvaloriza\u00e7\u00e3o, ass\u00e9dio e precariza\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho. A Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma amea\u00e7a porque pode ser um espa\u00e7o emancipador, que possibilite o entendimento de que tudo o que come\u00e7a, historicamente, tamb\u00e9m pode terminar, at\u00e9 mesmo a expropria\u00e7\u00e3o capitalista. A classe dominante quer um trabalhador sozinho, vulner\u00e1vel e isolado, mas a hist\u00f3ria demonstra que os direitos trabalhistas, conquistados com press\u00e3o coletiva e luta sindical, proporcionaram conquistas como a diminui\u00e7\u00e3o de desigualdades sociais e que, por outro lado, a retirada de direitos coloca o povo na pobreza e no abandono.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma democracia demanda representatividade social. Uma democracia tamb\u00e9m precisa de entidades sindicais (sindicatos, federa\u00e7\u00f5es, confedera\u00e7\u00f5es) que sejam instrumentos de luta coletiva por uma sociedade pensada e constru\u00edda pela e para a classe trabalhadora, que n\u00e3o seja impulsionada pelo lucro desmedido de uns, mas pelas reais demandas e desejos da grande maioria da popula\u00e7\u00e3o, que tem o direito de viver com dignidade e ter a sua humanidade respeitada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Nossas refer\u00eancias e indica\u00e7\u00f5es:<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Neoliberalismo como gest\u00e3o do sofrimento ps\u00edquico. Organizadores: Vladimir Safatle, Nelson da Silva Junior, Christian Dunker.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Relat\u00f3rio Mundial de Sa\u00fade Mental da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), publicado em junho de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O patriarcado do sal\u00e1rio. Silvia Federici.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Relat\u00f3rio Mundial de Sa\u00fade Mental da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), publicado em junho de 2022, traz a realidade nefasta que vem se constituindo no mercado de trabalho: o uso banalizado do ass\u00e9dio como pr\u00e1tica empresarial de rotina para se extrair aumento de produtividade da classe trabalhadora. 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