{"id":31555,"date":"2021-09-27T12:24:11","date_gmt":"2021-09-27T15:24:11","guid":{"rendered":"https:\/\/sinpro-rio.org.br\/principal\/?p=31555"},"modified":"2021-09-27T12:24:11","modified_gmt":"2021-09-27T15:24:11","slug":"a-educacao-como-pratica-de-liberdade-com-freire-kafka","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpro-rio.org.br\/principal\/a-educacao-como-pratica-de-liberdade-com-freire-kafka\/","title":{"rendered":"A educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica de liberdade com Freire &#038; Kafka"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por <\/em><\/strong><strong><em>Jos<\/em><\/strong><strong><em>\u00e9 <\/em><\/strong><strong><em>Isa<\/em><\/strong><strong><em>\u00ed<\/em><\/strong><strong><em>as Venera<\/em><\/strong><strong><em>* e <\/em><\/strong><strong><em>Ad<\/em><\/strong><strong><em>\u00e9<\/em><\/strong><strong><em>rcia Bezerra Hostin<\/em><\/strong><strong><em> dos Santos**<\/em><\/strong><strong><em><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No conto <em>Diante da lei<\/em>, o escritor tcheco Franz Kafka constr\u00f3i a par\u00e1bola de um campon\u00eas que passa a vida inteira consultando um porteiro se poderia entrar pela porta da lei. No final da narrativa, j\u00e1 quase cego e surdo, descobre que, aquela porta, somente ele, o campon\u00eas, poderia atravessar. O porteiro, ent\u00e3o, tranca definitivamente a passagem e vai embora. A consci\u00eancia que atribui ao outro \u2014 representante do poder\/lei \u2014 os rumos de sua pr\u00f3pria vida se mant\u00e9m servil ao opressor; tema da aliena\u00e7\u00e3o recorrente na literatura kafkaniana.<\/p>\n\n\n\n<p>A par\u00e1bola serve como uma analogia \u00e0s cr\u00edticas feitas pelo educador Paulo Freire \u00e0 \u201ceduca\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria\u201d, o modelo de ensino que considera o educando vazio de saber, no qual o conte\u00fado transmitido funciona como uma lei que demarcaria o lugar do aluno no mundo. Em oposi\u00e7\u00e3o, Freire defende a educa\u00e7\u00e3o libertadora, que inclui o saber do aluno no processo, em um dialogismo potente, conduzindo-o a atravessar a porta enquanto ato de resist\u00eancia em favor de um mundo inclusivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No ex\u00ed<\/strong><strong>lio <\/strong><strong>\u00e0 <em>Pedagogia do Oprimido<\/em><\/strong><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1968, o educador Paulo Freire, exilado no Chile, publicou sua obra mais conhecida, <em>Pedagogia do Oprimido<\/em>. N\u00e3o por acaso, foi no mesmo ano do Ato Institucional N\u00famero 5 (AI-5), o mais opressivo ato da ditadura militar (1964-1985). Freire partiu para o ex\u00edlio em 1964, ap\u00f3s acusa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas subversivas que o levou \u00e0 pris\u00e3o. Do lado do governo federal, persegui\u00e7\u00f5es, torturas, assassinatos; um governo sob o signo da opress\u00e3o. Do lado oposto, da resist\u00eancia, sob o signo da liberta\u00e7\u00e3o, Freire inscreveu seu nome, tamb\u00e9m em \u00e2mbito internacional, como um dos maiores educadores do seu tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>No centro de sua obra, as pr\u00e1ticas de liberdade em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201ceduca\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria\u201d. Afinal, \u00e9 cr\u00edtico da educa\u00e7\u00e3o que concebe o conhecimento como um arranjo de conte\u00fados a serem transmitidos aos alunos, considerados pela \u201ceduca\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria\u201d vazios de conhecimento. Sua obra se faz ainda mais necess\u00e1ria, sobretudo atualmente, quando h\u00e1 um recrudescimento de pr\u00e1ticas fascistas de apoio a um novo golpe militar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria do nosso tempo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, um arranjo curricular e o dep\u00f3sito virtual do conte\u00fado automatizado por plataformas interativas, e, de outro, alunos atra\u00eddos por discursos que vendem a ideia de liberdade para montar seu pr\u00f3prio curr\u00edculo, al\u00e9m da possibilidade de fazer a trilha formativa a partir de qualquer lugar (do banheiro ao parque de divers\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Em <em>Pedagogia do Oprimido<\/em>, Freire defende a \u201ceduca\u00e7\u00e3o problematizadora\u201d, opondo-se \u00e0 concep\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria. A problematiza\u00e7\u00e3o parte do princ\u00edpio de que o conhecimento \u00e9 sempre relacional e de alguma coisa. Assim, n\u00e3o existe conhecimento separado das pr\u00e1ticas, das rela\u00e7\u00f5es, das lutas de classe, das afirma\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias etc.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Intercomunica<\/strong><strong>\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O conhecimento na perspectiva freiriana \u00e9 elaborado em uma intercomunica\u00e7\u00e3o. Para ele, \u201co pensar do educador somente ganha autenticidade na autenticidade do pensar dos educandos, mediatizados ambos pela realidade, portanto, na intercomunica\u00e7\u00e3o\u201d. Refuta-se por completo a possibilidade, hoje comum, de uma educa\u00e7\u00e3o automatizada em plataformas digitais na qual os conte\u00fados desconectados da viv\u00eancia teriam fun\u00e7\u00e3o transformadora. Na educa\u00e7\u00e3o libertadora, os signos s\u00e3o inst\u00e2ncias de media\u00e7\u00e3o cujo valor depende dos sujeitos envolvidos, criando la\u00e7os sociais que afirmem a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualizando o debate para o setor privado, na \u201ceduca\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria\u201d, o professor \u00e9 um custo, e a automatiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados em plataformas interativas \u00e9 a \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d para ampliar lucros. Na educa\u00e7\u00e3o problematizadora, o professor integra o processo intersubjetivo que torna poss\u00edvel a implica\u00e7\u00e3o do sujeito educando no conte\u00fado curricular e na transforma\u00e7\u00e3o da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Na intercomunica\u00e7\u00e3o, o mundo n\u00e3o \u00e9 comunicado, pois, dialogicamente, constr\u00f3i-se um conhecimento <em>do <\/em>mundo. Na \u201ceduca\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria\u201d \u2014 poder\u00edamos chamar de educa\u00e7\u00e3o neoliberal \u2014, a fun\u00e7\u00e3o \u00e9 perpetuar as rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o, ou seja, de opress\u00e3o, mas, agora, muito mais pela via da submiss\u00e3o do trabalhador \u00e0s exig\u00eancias impostas pelo mercado, ao mesmo tempo em que o educando \u00e9 subjetivado a valorizar a sua anula\u00e7\u00e3o no processo. Na educa\u00e7\u00e3o problematizadora, busca-se abrir caminhos para a emancipa\u00e7\u00e3o, cujo saber se articula com a posi\u00e7\u00e3o cultural, social e hist\u00f3rica do educando.<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria lida com o saber centralizado e sem abertura \u00e0 experi\u00eancia e aos saberes do educando, entendido como uma t\u00e1bua rasa. Hoje, n\u00e3o por acaso, na educa\u00e7\u00e3o neoliberal, o saber \u00e9 entendido como um banco de dados. Sobre o aluno, interessa aquele saber que \u00e9 \u00fatil para vender a mercadoria educa\u00e7\u00e3o nos rastros deixados no ciberespa\u00e7o que ajudam a compor as estrat\u00e9gias de captura do sujeito, uma esp\u00e9cie de pan\u00f3ptico digital, via algoritmo, sem que o alvo tenha consci\u00eancia disso. Em outros termos, \u00e9 aquilo que o psicanalista F\u00e9lix Guattari chamou de servid\u00e3o maqu\u00ednica, bem antes da onipresen\u00e7a do digital nas nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O <\/strong><strong>\u201c<\/strong><strong>homem n\u00e3o aprende a nadar numa biblioteca\u201d<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em Paulo Freire, a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser pensada sem uma pr\u00e1xis libertadora. Opondo-se \u00e0 pr\u00e1xis opressora, cujo instrumento de poder serve para perpetuar as diferen\u00e7as econ\u00f4micas e sociais, a pr\u00e1xis libertadora pressup\u00f5e o di\u00e1logo como pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o. O di\u00e1logo como \u201cencontro para a \u2018pron\u00fancia\u2019 do mundo\u201d, caminho para a humaniza\u00e7\u00e3o dos sujeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1xis pressup\u00f5e a pron\u00fancia do mundo, entendendo que estamos inscritos neste mundo e, por meio de n\u00f3s, o mundo n\u00e3o para de ser escrito. Cabe, ent\u00e3o, na pr\u00e1xis libertadora, promover a reflex\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o para um mundo mais inclusivo. A transforma\u00e7\u00e3o, ou a revolu\u00e7\u00e3o, \u00e9 pela via da inclus\u00e3o, opondo-se ao <em>modus operandi<\/em> opressor (ou fascista), que \u00e9 pela via da exclus\u00e3o ou massifica\u00e7\u00e3o padronizadora (o que exclui tamb\u00e9m as singularidades).<\/p>\n\n\n\n<p>Ficamos \u00e0s voltas de atravessar a \u201cporta da lei\u201d sem pedir permiss\u00e3o aos porteiros dos que querem dominar nossa subjetividade.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*<\/em><em> Jos\u00e9 Isa\u00edas Venera \u00e9 jornalista e professor dos cursos de Comunica\u00e7\u00e3o da Univille e Univali, em Santa Catarina.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>**<\/em><em> Ad\u00e9rcia Bezerra Hostin<\/em><em> dos Santos<\/em><em> \u00e9 president<\/em><em>a<\/em><em> do Sindicato dos Professores de Itaja\u00ed e Regi\u00e3o\/SC, coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais <\/em><em>e Forma\u00e7\u00e3o <\/em><em>da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e membro da diretoria do F\u00f3rum Nacional <\/em><em>Popular <\/em><em>de Educa\u00e7\u00e3o<\/em><em> (FNPE).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Isa\u00edas Venera* e Ad\u00e9rcia Bezerra Hostin dos Santos** No conto Diante da lei, o escritor tcheco Franz Kafka constr\u00f3i a par\u00e1bola de um campon\u00eas que passa a vida inteira consultando um porteiro se poderia entrar pela porta da lei. 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