{"id":20267,"date":"2014-02-27T00:00:00","date_gmt":"2014-02-27T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T03:00:00","slug":"nota-da-cut-sobre-as-ofensas-a-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinpro-rio.org.br\/principal\/nota-da-cut-sobre-as-ofensas-a-trabalhadores\/","title":{"rendered":"Nota da CUT sobre as ofensas a trabalhadores"},"content":{"rendered":"\n<p>\n <em><br \/>\n  27\/02\/2014<br \/>\n <\/em>\n<\/p>\n<p>\n Racismo no local de trabalho<\/p>\n<p>\n  O jogador Tinga entrou no segundo tempo da derrota do Cruzeiro para o Real Garcilaso, do Peru, no \u00faltimo dia 12. A cada vez que tocava na bola, a torcida reproduzia sons de macacos &#8211; apesar de lament\u00e1vel, o epis\u00f3dio n\u00e3o foi novidade, ele j\u00e1 havia sido v\u00edtima de racismo quando jogava pelo Internacional.<\/p>\n<p>\n   A resposta do meio-campista foi altiva e ao mesmo tempo singela: \u201cEu queria, se pudesse, n\u00e3o ganhar nada e ganhar esse t\u00edtulo contra o preconceito. Trocava todos os meus t\u00edtulos pela igualdade em todas as \u00e1reas\u201d.<\/p>\n<p>\n    O racismo tem se manifestado em diversos momentos da hist\u00f3ria do futebol e os que mais sofrem quando um jogador \u00e9 v\u00edtima da intoler\u00e2ncia s\u00e3o seus familiares. Em entrevista, o jogador Tinga disse que o que realmente o abalou foi saber a rea\u00e7\u00e3o do filho, que chorou bastante e n\u00e3o quis ir \u00e0 escola no dia seguinte.<\/p>\n<p>\n     O Minist\u00e9rio da Cultura peruano, em nota divulgada no dia 13 de fevereiro, condenou os atos de racismo praticados em seu pa\u00eds contra o jogador, renovou seu compromisso contra a luta \u00e9tnico-racial e chamou a Federa\u00e7\u00e3o Peruana de Futebol e a Associa\u00e7\u00e3o Desportiva de Futebol Profissional a renovar seu compromisso e divulgar a campanha: Coloque-se alerta contra o racismo.<\/p>\n<p>\n      O que ocorreu no Peru indignou grande parte da sociedade brasileira, onde tamb\u00e9m existe racismo, apesar da hipocrisia de alguns que insistem em negar este fato, assim como existe no Peru e em outros lugares.<\/p>\n<p>\n       O Brasil concentra a maior popula\u00e7\u00e3o afrodescendente fora da \u00c1frica, e mesmo assim negro continua sendo o maior alvo da viol\u00eancia, entre elas, a desigualdade no mercado de trabalho. \u00c9 lastim\u00e1vel que manifesta\u00e7\u00f5es racistas ainda ocorram nos dias atuais, e n\u00e3o apenas no futebol.<\/p>\n<p>\n        Convivemos com a desigualdade entre negros e brancos e muitos pensam que \u00e9 fruto somente de um problema social, n\u00e3o do preconceito, o que legitima que o preconceito se mostre em nosso cotidiano. Mas esta teoria da igualdade racial em nosso pa\u00eds \u00e9 desmentida por casos como os que ocorreram no in\u00edcio do m\u00eas e que foram amplamente noticiados.<\/p>\n<p>\n         No primeiro caso, durante uma pane em um \u00f4nibus em Taguatinga, uma cobradora foi chamada de negra ordin\u00e1ria e preta safada. A passageira que a ofendeu ainda completou que n\u00e3o adiantava ligar para a pol\u00edcia para denunci\u00e1-la porque, segundo ela, a pol\u00edcia n\u00e3o vem para preto.<\/p>\n<p>\n          O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n           A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n            O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n             O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n              <b><br \/>\n               Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n               <br \/>\n               CUT<br \/>\n              <\/b>\n             <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n O jogador Tinga entrou no segundo tempo da derrota do Cruzeiro para o Real Garcilaso, do Peru, no \u00faltimo dia 12. A cada vez que tocava na bola, a torcida reproduzia sons de macacos &#8211; apesar de lament\u00e1vel, o epis\u00f3dio n\u00e3o foi novidade, ele j\u00e1 havia sido v\u00edtima de racismo quando jogava pelo Internacional.<\/p>\n<p>\n  A resposta do meio-campista foi altiva e ao mesmo tempo singela: \u201cEu queria, se pudesse, n\u00e3o ganhar nada e ganhar esse t\u00edtulo contra o preconceito. Trocava todos os meus t\u00edtulos pela igualdade em todas as \u00e1reas\u201d.<\/p>\n<p>\n   O racismo tem se manifestado em diversos momentos da hist\u00f3ria do futebol e os que mais sofrem quando um jogador \u00e9 v\u00edtima da intoler\u00e2ncia s\u00e3o seus familiares. Em entrevista, o jogador Tinga disse que o que realmente o abalou foi saber a rea\u00e7\u00e3o do filho, que chorou bastante e n\u00e3o quis ir \u00e0 escola no dia seguinte.<\/p>\n<p>\n    O Minist\u00e9rio da Cultura peruano, em nota divulgada no dia 13 de fevereiro, condenou os atos de racismo praticados em seu pa\u00eds contra o jogador, renovou seu compromisso contra a luta \u00e9tnico-racial e chamou a Federa\u00e7\u00e3o Peruana de Futebol e a Associa\u00e7\u00e3o Desportiva de Futebol Profissional a renovar seu compromisso e divulgar a campanha: Coloque-se alerta contra o racismo.<\/p>\n<p>\n     O que ocorreu no Peru indignou grande parte da sociedade brasileira, onde tamb\u00e9m existe racismo, apesar da hipocrisia de alguns que insistem em negar este fato, assim como existe no Peru e em outros lugares.<\/p>\n<p>\n      O Brasil concentra a maior popula\u00e7\u00e3o afrodescendente fora da \u00c1frica, e mesmo assim negro continua sendo o maior alvo da viol\u00eancia, entre elas, a desigualdade no mercado de trabalho. \u00c9 lastim\u00e1vel que manifesta\u00e7\u00f5es racistas ainda ocorram nos dias atuais, e n\u00e3o apenas no futebol.<\/p>\n<p>\n       Convivemos com a desigualdade entre negros e brancos e muitos pensam que \u00e9 fruto somente de um problema social, n\u00e3o do preconceito, o que legitima que o preconceito se mostre em nosso cotidiano. Mas esta teoria da igualdade racial em nosso pa\u00eds \u00e9 desmentida por casos como os que ocorreram no in\u00edcio do m\u00eas e que foram amplamente noticiados.<\/p>\n<p>\n        No primeiro caso, durante uma pane em um \u00f4nibus em Taguatinga, uma cobradora foi chamada de negra ordin\u00e1ria e preta safada. A passageira que a ofendeu ainda completou que n\u00e3o adiantava ligar para a pol\u00edcia para denunci\u00e1-la porque, segundo ela, a pol\u00edcia n\u00e3o vem para preto.<\/p>\n<p>\n         O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n          A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n           O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n            O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n             <b><br \/>\n              Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n              <br \/>\n              CUT<br \/>\n             <\/b>\n            <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n A resposta do meio-campista foi altiva e ao mesmo tempo singela: \u201cEu queria, se pudesse, n\u00e3o ganhar nada e ganhar esse t\u00edtulo contra o preconceito. Trocava todos os meus t\u00edtulos pela igualdade em todas as \u00e1reas\u201d.<\/p>\n<p>\n  O racismo tem se manifestado em diversos momentos da hist\u00f3ria do futebol e os que mais sofrem quando um jogador \u00e9 v\u00edtima da intoler\u00e2ncia s\u00e3o seus familiares. Em entrevista, o jogador Tinga disse que o que realmente o abalou foi saber a rea\u00e7\u00e3o do filho, que chorou bastante e n\u00e3o quis ir \u00e0 escola no dia seguinte.<\/p>\n<p>\n   O Minist\u00e9rio da Cultura peruano, em nota divulgada no dia 13 de fevereiro, condenou os atos de racismo praticados em seu pa\u00eds contra o jogador, renovou seu compromisso contra a luta \u00e9tnico-racial e chamou a Federa\u00e7\u00e3o Peruana de Futebol e a Associa\u00e7\u00e3o Desportiva de Futebol Profissional a renovar seu compromisso e divulgar a campanha: Coloque-se alerta contra o racismo.<\/p>\n<p>\n    O que ocorreu no Peru indignou grande parte da sociedade brasileira, onde tamb\u00e9m existe racismo, apesar da hipocrisia de alguns que insistem em negar este fato, assim como existe no Peru e em outros lugares.<\/p>\n<p>\n     O Brasil concentra a maior popula\u00e7\u00e3o afrodescendente fora da \u00c1frica, e mesmo assim negro continua sendo o maior alvo da viol\u00eancia, entre elas, a desigualdade no mercado de trabalho. \u00c9 lastim\u00e1vel que manifesta\u00e7\u00f5es racistas ainda ocorram nos dias atuais, e n\u00e3o apenas no futebol.<\/p>\n<p>\n      Convivemos com a desigualdade entre negros e brancos e muitos pensam que \u00e9 fruto somente de um problema social, n\u00e3o do preconceito, o que legitima que o preconceito se mostre em nosso cotidiano. Mas esta teoria da igualdade racial em nosso pa\u00eds \u00e9 desmentida por casos como os que ocorreram no in\u00edcio do m\u00eas e que foram amplamente noticiados.<\/p>\n<p>\n       No primeiro caso, durante uma pane em um \u00f4nibus em Taguatinga, uma cobradora foi chamada de negra ordin\u00e1ria e preta safada. A passageira que a ofendeu ainda completou que n\u00e3o adiantava ligar para a pol\u00edcia para denunci\u00e1-la porque, segundo ela, a pol\u00edcia n\u00e3o vem para preto.<\/p>\n<p>\n        O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n         A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n          O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n           O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n            <b><br \/>\n             Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n             <br \/>\n             CUT<br \/>\n            <\/b>\n           <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n O racismo tem se manifestado em diversos momentos da hist\u00f3ria do futebol e os que mais sofrem quando um jogador \u00e9 v\u00edtima da intoler\u00e2ncia s\u00e3o seus familiares. Em entrevista, o jogador Tinga disse que o que realmente o abalou foi saber a rea\u00e7\u00e3o do filho, que chorou bastante e n\u00e3o quis ir \u00e0 escola no dia seguinte.<\/p>\n<p>\n  O Minist\u00e9rio da Cultura peruano, em nota divulgada no dia 13 de fevereiro, condenou os atos de racismo praticados em seu pa\u00eds contra o jogador, renovou seu compromisso contra a luta \u00e9tnico-racial e chamou a Federa\u00e7\u00e3o Peruana de Futebol e a Associa\u00e7\u00e3o Desportiva de Futebol Profissional a renovar seu compromisso e divulgar a campanha: Coloque-se alerta contra o racismo.<\/p>\n<p>\n   O que ocorreu no Peru indignou grande parte da sociedade brasileira, onde tamb\u00e9m existe racismo, apesar da hipocrisia de alguns que insistem em negar este fato, assim como existe no Peru e em outros lugares.<\/p>\n<p>\n    O Brasil concentra a maior popula\u00e7\u00e3o afrodescendente fora da \u00c1frica, e mesmo assim negro continua sendo o maior alvo da viol\u00eancia, entre elas, a desigualdade no mercado de trabalho. \u00c9 lastim\u00e1vel que manifesta\u00e7\u00f5es racistas ainda ocorram nos dias atuais, e n\u00e3o apenas no futebol.<\/p>\n<p>\n     Convivemos com a desigualdade entre negros e brancos e muitos pensam que \u00e9 fruto somente de um problema social, n\u00e3o do preconceito, o que legitima que o preconceito se mostre em nosso cotidiano. Mas esta teoria da igualdade racial em nosso pa\u00eds \u00e9 desmentida por casos como os que ocorreram no in\u00edcio do m\u00eas e que foram amplamente noticiados.<\/p>\n<p>\n      No primeiro caso, durante uma pane em um \u00f4nibus em Taguatinga, uma cobradora foi chamada de negra ordin\u00e1ria e preta safada. A passageira que a ofendeu ainda completou que n\u00e3o adiantava ligar para a pol\u00edcia para denunci\u00e1-la porque, segundo ela, a pol\u00edcia n\u00e3o vem para preto.<\/p>\n<p>\n       O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n        A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n         O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n          O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n           <b><br \/>\n            Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n            <br \/>\n            CUT<br \/>\n           <\/b>\n          <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n O Minist\u00e9rio da Cultura peruano, em nota divulgada no dia 13 de fevereiro, condenou os atos de racismo praticados em seu pa\u00eds contra o jogador, renovou seu compromisso contra a luta \u00e9tnico-racial e chamou a Federa\u00e7\u00e3o Peruana de Futebol e a Associa\u00e7\u00e3o Desportiva de Futebol Profissional a renovar seu compromisso e divulgar a campanha: Coloque-se alerta contra o racismo.<\/p>\n<p>\n  O que ocorreu no Peru indignou grande parte da sociedade brasileira, onde tamb\u00e9m existe racismo, apesar da hipocrisia de alguns que insistem em negar este fato, assim como existe no Peru e em outros lugares.<\/p>\n<p>\n   O Brasil concentra a maior popula\u00e7\u00e3o afrodescendente fora da \u00c1frica, e mesmo assim negro continua sendo o maior alvo da viol\u00eancia, entre elas, a desigualdade no mercado de trabalho. \u00c9 lastim\u00e1vel que manifesta\u00e7\u00f5es racistas ainda ocorram nos dias atuais, e n\u00e3o apenas no futebol.<\/p>\n<p>\n    Convivemos com a desigualdade entre negros e brancos e muitos pensam que \u00e9 fruto somente de um problema social, n\u00e3o do preconceito, o que legitima que o preconceito se mostre em nosso cotidiano. Mas esta teoria da igualdade racial em nosso pa\u00eds \u00e9 desmentida por casos como os que ocorreram no in\u00edcio do m\u00eas e que foram amplamente noticiados.<\/p>\n<p>\n     No primeiro caso, durante uma pane em um \u00f4nibus em Taguatinga, uma cobradora foi chamada de negra ordin\u00e1ria e preta safada. A passageira que a ofendeu ainda completou que n\u00e3o adiantava ligar para a pol\u00edcia para denunci\u00e1-la porque, segundo ela, a pol\u00edcia n\u00e3o vem para preto.<\/p>\n<p>\n      O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n       A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n        O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n         O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n          <b><br \/>\n           Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n           <br \/>\n           CUT<br \/>\n          <\/b>\n         <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n O que ocorreu no Peru indignou grande parte da sociedade brasileira, onde tamb\u00e9m existe racismo, apesar da hipocrisia de alguns que insistem em negar este fato, assim como existe no Peru e em outros lugares.<\/p>\n<p>\n  O Brasil concentra a maior popula\u00e7\u00e3o afrodescendente fora da \u00c1frica, e mesmo assim negro continua sendo o maior alvo da viol\u00eancia, entre elas, a desigualdade no mercado de trabalho. \u00c9 lastim\u00e1vel que manifesta\u00e7\u00f5es racistas ainda ocorram nos dias atuais, e n\u00e3o apenas no futebol.<\/p>\n<p>\n   Convivemos com a desigualdade entre negros e brancos e muitos pensam que \u00e9 fruto somente de um problema social, n\u00e3o do preconceito, o que legitima que o preconceito se mostre em nosso cotidiano. Mas esta teoria da igualdade racial em nosso pa\u00eds \u00e9 desmentida por casos como os que ocorreram no in\u00edcio do m\u00eas e que foram amplamente noticiados.<\/p>\n<p>\n    No primeiro caso, durante uma pane em um \u00f4nibus em Taguatinga, uma cobradora foi chamada de negra ordin\u00e1ria e preta safada. A passageira que a ofendeu ainda completou que n\u00e3o adiantava ligar para a pol\u00edcia para denunci\u00e1-la porque, segundo ela, a pol\u00edcia n\u00e3o vem para preto.<\/p>\n<p>\n     O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n      A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n       O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n        O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n         <b><br \/>\n          Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n          <br \/>\n          CUT<br \/>\n         <\/b>\n        <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n O Brasil concentra a maior popula\u00e7\u00e3o afrodescendente fora da \u00c1frica, e mesmo assim negro continua sendo o maior alvo da viol\u00eancia, entre elas, a desigualdade no mercado de trabalho. \u00c9 lastim\u00e1vel que manifesta\u00e7\u00f5es racistas ainda ocorram nos dias atuais, e n\u00e3o apenas no futebol.<\/p>\n<p>\n  Convivemos com a desigualdade entre negros e brancos e muitos pensam que \u00e9 fruto somente de um problema social, n\u00e3o do preconceito, o que legitima que o preconceito se mostre em nosso cotidiano. Mas esta teoria da igualdade racial em nosso pa\u00eds \u00e9 desmentida por casos como os que ocorreram no in\u00edcio do m\u00eas e que foram amplamente noticiados.<\/p>\n<p>\n   No primeiro caso, durante uma pane em um \u00f4nibus em Taguatinga, uma cobradora foi chamada de negra ordin\u00e1ria e preta safada. A passageira que a ofendeu ainda completou que n\u00e3o adiantava ligar para a pol\u00edcia para denunci\u00e1-la porque, segundo ela, a pol\u00edcia n\u00e3o vem para preto.<\/p>\n<p>\n    O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n     A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n      O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n       O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n        <b><br \/>\n         Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n         <br \/>\n         CUT<br \/>\n        <\/b>\n       <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n Convivemos com a desigualdade entre negros e brancos e muitos pensam que \u00e9 fruto somente de um problema social, n\u00e3o do preconceito, o que legitima que o preconceito se mostre em nosso cotidiano. Mas esta teoria da igualdade racial em nosso pa\u00eds \u00e9 desmentida por casos como os que ocorreram no in\u00edcio do m\u00eas e que foram amplamente noticiados.<\/p>\n<p>\n  No primeiro caso, durante uma pane em um \u00f4nibus em Taguatinga, uma cobradora foi chamada de negra ordin\u00e1ria e preta safada. A passageira que a ofendeu ainda completou que n\u00e3o adiantava ligar para a pol\u00edcia para denunci\u00e1-la porque, segundo ela, a pol\u00edcia n\u00e3o vem para preto.<\/p>\n<p>\n   O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n    A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n     O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n      O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n       <b><br \/>\n        Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n        <br \/>\n        CUT<br \/>\n       <\/b>\n      <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n No primeiro caso, durante uma pane em um \u00f4nibus em Taguatinga, uma cobradora foi chamada de negra ordin\u00e1ria e preta safada. A passageira que a ofendeu ainda completou que n\u00e3o adiantava ligar para a pol\u00edcia para denunci\u00e1-la porque, segundo ela, a pol\u00edcia n\u00e3o vem para preto.<\/p>\n<p>\n  O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n   A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n    O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n     O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n      <b><br \/>\n       Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n       <br \/>\n       CUT<br \/>\n      <\/b>\n     <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n O segundo caso de racismo aconteceu em um sal\u00e3o de beleza no Distrito Federal. Uma australiana, que vive legalmente no Brasil h\u00e1 cinco anos disse que n\u00e3o queria ser atendida por uma manicure quando viu que ela era negra e que n\u00e3o queria ficar perto \u201cdessas pessoas de ra\u00e7a ruim\u201d. Ela tamb\u00e9m ofendeu o policial negro que a levou at\u00e9 a delegacia. Segundo a pol\u00edcia, a australiana j\u00e1 tinha v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia por dirigir b\u00eabada. O mais incr\u00edvel foi que, depois de ter sido encaminhada a um pres\u00eddio por um crime inafian\u00e7\u00e1vel como \u00e9 o racismo, ela conseguiu um habeas corpus, em pleno final de semana, mesmo n\u00e3o sendo r\u00e9 prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>\n  A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n   O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n    O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n     <b><br \/>\n      Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n      <br \/>\n      CUT<br \/>\n     <\/b>\n    <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n A Lei Ca\u00f3, que este ano completou 25 anos, pune crimes contra o racismo define como crime o ato de praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. Tamb\u00e9m regulamentou o trecho da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que torna inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel o crime de racismo.<\/p>\n<p>\n  O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n   O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n    <b><br \/>\n     Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n     <br \/>\n     CUT<br \/>\n    <\/b>\n   <\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>\n O crime de racismo atenta contra os princ\u00edpios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pac\u00edfica conviv\u00eancia no meio social. N\u00e3o podemos seguir dizendo que isso foi uma coisa menor, para deixar pra l\u00e1. Epis\u00f3dios como este podem causar um sentimento de inferioridade, forjado coletivamente, que destr\u00f3i os anseios e fortalece os estigmas raciais. Queremos ver a situa\u00e7\u00e3o finalmente mudar. A democracia \u00e9 incompat\u00edvel com crimes de racismo.<\/p>\n<p>\n  O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n   <b><br \/>\n    Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n    <br \/>\n    CUT<br \/>\n   <\/b>\n  <\/p>\n<\/p>\n<p>\n O movimento sindical cutista seguir\u00e1 atento e denunciar\u00e1 os casos de discrimina\u00e7\u00e3o que ocorram contra os trabalhadores, sejam eles jogadores de futebol, manicures, policiais ou em quaisquer fun\u00e7\u00f5es que desempenham e permanecer\u00e1 empenhada em eliminar o racismo em todas as suas formas.<\/p>\n<p>\n  <b><br \/>\n   Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n   <br \/>\n   CUT<br \/>\n  <\/b>\n <\/p>\n<\/p>\n<p>\n <b><br \/>\n  Secretaria Nacional de Combate ao Racismo<br \/>\n  <br \/>\n  CUT<br \/>\n <\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>27\/02\/2014 Racismo no local de trabalho O jogador Tinga entrou no segundo tempo da derrota do Cruzeiro para o Real Garcilaso, do Peru, no \u00faltimo dia 12. 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