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Lixo Eletrônico grave problema do século XXI

O Comitê Para Democratização Da Informática (CDI) é uma ONG que atua desde a década de 90, pela inclusão digital no município do Rio de Janeiro, através do recebimento de doações de equipamentos de informática.

Atualmente, uma das principais preocupações da ONG, é a falta de regulamentação de leis e ações do executivo deste município, assim como do país de uma forma geral, no que tange o Descarte De lixo Eletrônico.

O Município do Rio de Janeiro, convive com sérios problemas relacionados ao processamento e disposição final do lixo eletrônico, embora ainda não exista uma regulamentação sobre o descarte de lixo eletrônico.

Nos países avançados, sabe-se que produtos eletrônicos duram de dois a quatro anos. Aqui não há dados oficiais. Sendo assim, a quantidade de aparelhos celulares já fora de uso, computadores obsoletos, defeituosos e peças de equipamentos eletrônicos no município do Rio de Janeiro é enorme. Segundo especialistas no assunto, grandes quantidades destes materiais ainda estão guardadas dentro das residências, parte deles ainda sendo utilizados e no final de sua vida. útil.

Muitas empresas e indivíduos guardam, imaginando que eles serão úteis numa emergência. Às vezes, por falta de conscientização e esclarecimento, o destino é o ferro velho, quando o certo seria doar, ou descarregar em lugar apropriado para o descarte, regulamentado por lei.

Com a rápida evolução tecnológica e a facilitação de crédito para aquisição de equipamentos mais modernos e não havendo iniciativa do Poder Público, a tendência será o descarte dos equipamentos obsoletos ou defeituosos sem nenhum controle, o que poderá provocar uma contaminação ambiental sem precedentes.

Em recentes estudos, pesquisadores concluíram que o "volume de lixo eletrônico está aumentando a uma proporção de 3 a 5% ao ano, percentual quase três vezes maior que o dito comum? . Este dado se torna mais alarmante ao considerar que o lixo eletrônico contém muitos agentes cancerígenos. Por exemplo, o carbono negro encontrado no toner de impressoras está na classe 2B dos cancerígenos e o berílio que é comumente encontrado em placas-mãe.

Enfim, O problema do lixo eletrônico nos serve como como a democratização do acesso as tecnologias de informação e comunicação é uma questão mais complexa do que simplesmente colocar um computador com acesso à internet em cada lar.

A comunicação democrática deve ser também uma "comunicação sustentável".

Maiores detalhes em: cdi445@terra.com.br