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CAMPANHA SALARIAL
EDUCAÇÃO SUPERIOR
AS NEGOCIAÇÕES DA CAMPANHA SALARIAL CONTINUAM
Em nossa última assembleia da
Educação Superior, ocorrida em 23 de
maio, a categoria deliberou rejeição da
então proposta patronal apresentada
em paritária. Naquela ocasião, as IES
propuseram reajuste salarial parcelado
de 5,9% (sendo 2% em abril; 2% em setembro;
e 1,9% em dezembro), além de
uma revisão profunda de toda Convenção
Coletiva de Trabalho (CCT), o que
apontava para uma clara demonstração
de desrespeito à categoria. Além de não
repor a perda salarial acumulada nos
últimos 12 meses, pretendiam retirar o
maior número de direitos dos professores,
suprimir importantes cláusulas da
atual CCT, alterar outras e/ou introduzir
novos textos. Isso significava a perda
de direitos conquistados ao longo dos
últimos anos com muita luta.
OFENSIVA PATRONAL
Nacionalmente, cresce a ofensiva
patronal pela desnacionalização da
Educação Superior, com a entrada de
capital internacional e aquisições de
instituições falidas e até mesmo lotes
de alunos. Concomitantemente, aprofunda-
se o processo de mercantilização
da educação com a implantação de um
modelo meramente empresarial nas
IES. A busca maximizada por lucros
se dá à custa dos direitos do professor
e da qualidade da educação, em que o
uso da EAD em substituição integral
dos cursos é apenas uma das faces.
Nas negociações salariais de 2009, os
patrões querem, dentre outras coisas,
suprimir o adicional de aprimoramento
acadêmico e a multa na dispensa do
professor, desregulamentar o número
de alunos por turma, acabar com o plano
de carreira docente, além de parcelar
o reajuste da categoria, sendo que o
reajuste das mensalidades dos alunos já
foi aplicado desde janeiro. É o professor
emprestando seu salário ao patrão a
juro zero!
O QUE QUEREM OS PROFESSORES?
• Reajuste salarial com base no INPC,
completo de 5,92%, acumulado nos
últimos 12 meses;
• Ganho real de 2%;
• Manutenção das cláusulas da CCT.
NEGOCIAÇÕES CONTINUAM
A CCT de 2008, em sua Cláusula
41, prevê reuniões paritárias sempre
que uma das partes assim solicitar.
Estranhamente, os patrões se omitiram
durante todo esse período e agora, de
forma oportunista durante a campanha
salarial, apresentam propostas de
discussão e revisão profunda da convenção.
Não aceitamos tal manobra!
Desde 2007, aprovamos o debate sobre
a atualização da CCT, à luz da LDB, e
das novas condições que esta estabelece
para a Educação Superior; e nos preparamos
para tal. No entanto, o patronato
não compareceu nesse período para o
debate. Ciente da gravidade dos fatos,
na última assembleia em 23 de maio,
a categoria, por sua vez, autorizou a
Diretoria do Sinpro-Rio a dar continuidade
às negociações com o Semerj,
discutindo à exaustão as cláusulas pretendidas
por este, para, então, quando
tivéssemos uma proposta concreta,
retornarmos às assembleias. Seguindo
estas determinações, durante os meses
de junho e julho foram realizadas oito
paritárias com o patronato, com outras
previstas para o início de agosto. Na
ocasião, o patronato apresentou as suas
argumentações para cada uma das cláusulas
da CCT, que pretende alterar e/ou
suprimir e nós reafirmamos princípios
que nos orientam: a Constituição Federal,
a CLT e a LDB. Lembrando sempre
que nunca nos recusamos ao debate
sobre a revisão da CCT, mas consideramos
que trazer este para a data-base
sempre foi uma atitude oportunista e
desrespeitosa para com a categoria.
ORGANIZANDO A RESISTÊNCIA
Nossa CCT tem de ser preservada
porque é um patrimônio de todos os
docentes do Rio, adquirido com muita
luta. Durante os meses de abril a junho
realizamos intensas mobilizações em
diversas IES, denunciando à categoria
e à sociedade a intransigência patronal
na Campanha Salarial de 2009. Caso as
negociações durante o mês de julho não
se concretizem, aprofundaremos as mobilizações
em agosto, em que a GREVE
não poderá ser descartada. Diante deste
quadro, o Sinpro-Rio convoca todos os
docentes da Educação Superior Privada
a organizarem a resistência na defesa
dos seus direitos. Portanto, no retorno
às aulas em agosto, é imperiosa a necessidade
de uma forte mobilização de
professores e alunos pela defesa de seus
direitos e pela qualidade do ensino nas
universidades privadas, hoje fortemente
comprometida pela investida patronal
na sua busca por lucro nos negócios da
educação.
Educação não é mercadoria!
SE A INTRANSIGÊNCIA PATRONAL
CONTINUAR, VAMOS À GREVE!
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