Ano XLIX - nº 206 - Maio e Junho de 2008

   
 

A MATERIALIZAÇÃO DAS POLÍTICAS DA DIRETORIA

 


O SINPRO-RIO ROMPE COM A PRÁTICA DO ENTESOURAMENTO E INVESTE EM BENEFICIOS PARA A CATEGORIA

AFONSO MARIA E MARCELO PEREIRA, 1º e 2º Tesoureiros do Sinpro-Rio

Neste momento em que a Diretoria se dirige à categoria para apresentar um balanço das realizações durante o mandato, a Tesouraria não poderia deixar de se manifestar para mostrar aos colegas a orientação política que determinou os investimentos realizados, bem como apresentar os valores mais importantes.

Investimos muito em apenas três anos e conseguimos mudar completamente o perfil do Sinpro-Rio com relação ao atendimento e apoio aos professores. Contratamos assessorias especializadas sempre que se fez necessária uma orientação técnica nas transformações que nos propusemos a realizar. Rompemos com a prática do entesouramento dos recursos, para passar a aplicá-los em benefício da categoria, quer seja nas obras realizadas, nas campanhas salariais, na reforma administrativa, na saúde do professor, na participação da Bienal do Livro, quer nas inúmeras atividades promovidas pela Escola do Professor.

É certa a existência de um grupo que tenta desqualificar nossa atuação, inconformado com a determinação e a capacidade de trabalho da atual Diretoria. Para alegria dos patrões, em plena campanha salarial, desrespeitando o desejo da categoria de unidade na luta pelos seus direitos, forjaram na capa de um tablóide eleitoreiro uma foto do auditório do Sinpro-Rio com cadeiras e mesas vazias, tiradas bem antes do horário da última assembléia de prestação de contas

Alegaram, no tablóide, que os valores não foram apresentados e discutidos, mas depois usaram duas páginas para criticar esses mesmos valores. Como os conseguiram se não foram apresentados? Por fim, acusaram-nos de “apenas cumprir o que manda o estatuto”. O que esperavam de quem tem responsabilidade na condução do Sindicato? Em meio às críticas descabidas, são levianos ao confundirem gastos em obras na sede com o ativo permanente, que representa o total em bens imóveis, máquinas e aparelhos, móveis e utensílios, veículos, enfim, todo o nosso patrimônio. A Tabela 1 evidencia que, em apenas dois, anos nós aumentamos esse patrimônio em 134%.

Em um novo tablóide, inventaram gastos de R$ 17 milhões, certamente calculados com a mesma “sabedoria” com que confundem dados contábeis e criam ardilosamente fotos de assembléias.

A realidade é que quitamos, em 2006, dívidas antigas com a Contee, da ordem de R$ 160 mil reais, e estamos tendo que acertar guias de GPS do período de 1998 a 2005, o que até agora já nos custou R$ 212.098,65, graças a erros cometidos pelos que geriram as finanças do Sinpro-Rio por cerca de 15 anos consecutivos e que agora, inconformados, tentam de forma torpe confundir a categoria.

GASTOS COM AS PRINCIPAIS REALIZAÇÕES

Cumprindo um compromisso de campanha, instalamos uma subsede em Madureira. Por se tratar de um projeto experimental, para avaliarmos a real demanda da região, preferimos alugar três salas, com uma boa localização, pelo valor total de R$ 1.000 mensais. Hoje o acerto político da opção por Madureira está se revelando, uma vez que em menos de um ano foram realizadas 120 sindicalizações, 275 homologações e 22 processos. Além disso, cerca de 200 colegas participaram de cursos.

A Tabela 2 mostra os gastos com as nossas principais realizações durante os três anos de mandato, que representam nossa determinação política de investir em prol da categoria aquilo que lhe pertence

É preciso lembrar que existe uma diferença entre gastos nas obras e aumento patrimonial. Os gastos compreendem despesas com insumos e investimentos, sendo que apenas os últimos são contabilizados como ativo permanente.

FIRMEZA NAS COBRANÇAS

Na atual gestão, a Tesouraria realizou, de forma sistemática, inúmeras cobranças de escolas e universidades.

A contribuição sindical obrigatória (descontada de todo trabalhador nos salários do mês de março), a contribuição assistencial (descontada política e voluntariamente dos professores, por ocasião do fechamento dos acordos e /ou convenções) e as mensalidades sociais dos sindicalizados são as três formas de sustentação financeira da entidade. Essas contribuições são fundamentais tanto para as lutas que travamos com um patronato cada vez mais articulado e ávido pela retirada de direitos dos trabalhadores quanto para realizações de nossas atividades jurídicas, sindicais e educacionais. Portanto, são receitas essenciais na manutenção da força do nosso Sindicato.

Entretanto, é preciso que todos saibam que nem sempre essas quantias chegam até nós. Visando a enfraquecer as ações do Sindicato, ou a se locupletarem, ou mesmo por dificuldades de caixa, várias entidades, escolas e universidades promovem os referidos descontos, mas não os repassam ao Sindicato. Encaramos essa questão de frente: iniciamos as cobranças através de carta e, caso não haja comprovação de pagamentos ou os mesmos não sejam realizados, ingressamos com ações. Até abril de 2008 realizamos: 62 cobranças extrajudiciais, 21 cobranças judiciais e ainda temos 149 processos em andamento (justiça estadual, do trabalho e federal). Hoje os patrões estão percebendo a obstinação e firmeza do nosso procedimento e os casos de falta de repasse tendem a diminuir.

UM SINDICATO DO SÉCULO XXI

Que fique claro que este artigo não foi motivado por nenhuma injúria que tenhamos recebido. Nossa Diretoria, ao contrário da anterior, trabalha com planejamento e a divulgação deste jornal de análise de mandato já estava prevista há cerca de dois anos. O que aqui foi exposto não é uma prestação de contas oficial, estatutária, pois esta será feita ao final do mandato e devidamente publicada, como foi a última. O que pretendemos foi apresentar um balanço político da atuação da Tesouraria, acompanhado dos valores empregados nos eventos de maior importância para a categoria.

Estamos terminando nosso mandato com a certeza do dever cumprido e de termos combatido o bom combate. Entendemos que a maior virtude desta Diretoria foi não permitir que o Sinpro-Rio ficasse estagnado no século XX, com o pensamento no século XIX, enquanto a categoria era mal assistida. Avançamos, evoluímos, nos modernizamos e fortalecemos. Em apenas 3 anos aumentamos em mais de 8 mil o número de sindicalizados, o que evidencia a confiança depositada em nosso trabalho.

Apostamos no futuro. Temos hoje muitos professores que viverão praticamente toda a sua vida profissional no século XXI e nosso sindicato deverá estar preparado para apoiá-los. Não apenas numa restrita visão corporativista, mas também fortalecendo-os cultural e politicamente. Encontrarão um Sinpro-Rio estruturado para atuar como um sindicato-cidadão.














AGRADECIMENTO

A Diretoria do Sindicato agradece ao trabalho dos arquitetos Rui Velloso e Maria Cristina de Almeida (R&T Arquitetos Associados), responsáveis pelo projeto arquitetônico da sede e das subsedes de Campo Grande e Madureira. A competência e dedicação demonstradas possibilitaram ao Sindicato oferecer modernas instalações para os professores e enriquecer o patrimônio do Sinpro-Rio.