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O cenário sombrio que paira sobre a educação
superior privada no país, particularmente,
no Rio de Janeiro, tem como característica
fundamental a mercantilização e
desnacionalização do ensino, com a transformação
da educação em mercadoria.
As Instituições de Ensino Superior, esquecendo
de seu compromisso social com a
educação brasileira, passam a ser dirigidas
por executivos oriundos do setor financeiro,
que, não entendendo de educação, só
visam a alcançar lucros imediatos.
Os prejudicados são, inicialmente, os professores,
que sofrem com a precarização
das condições de trabalho; e os alunos,
com a queda da qualidade de ensino.
Quando assumimos em 2005, o sindicato
estava desorganizado na Educação Superior
e havia necessidade de enfrentarmos
de imediato a ofensiva patronal. A nova
diretoria do Sinpro-Rio mergulhou no
trabalho de base nas faculdades e universidades,
a partir do processo de mobilização
dos professores da Universidade
Bennett, que atrasava sistematicamente
o pagamento dos salários.
À greve da Bennett seguiu-se a mobilização
dos docentes da Universidade
Gama Filho contra os atrasos de salários
e outras irregularidades. Liderados pelo
Sinpro-Rio, os professores fizeram várias
paralisações que culminaram com
a conquista de um calendário de pagamentos
e a conquista maior: a fundação
da Associação Docente da Universidade
Gama Filho.
Outras lutas se desenvolveram em instituições
como a Estácio de Sá (que
está sendo acionada na Procuradoria
do Ministério Público do Trabalho, pelo
Sinpro-Rio), Castelo Branco, Candido
Mendes, Unisuam, Moacyr Bastos, Simonsen
e outras.
A atual Diretoria soube construir sua
representatividade na Educação Superior
e hoje lidera a preparação de uma greve
contra as tentativas do patronato de
ameaçar as conquistas contidas na Convenção
Coletiva de Trabalho. Um grande
número de ações de cumprimento na
Justiça do Trabalho fazem parte, também,
da estratégia de luta do Sindicato.
Os compromissos assumidos com os professores
da Educação Superior nas eleições de
2005 foram cumpridos e trata-se agora de
fortalecer cada vez mais o Sindicato dos Professores
na luta pelos direitos dos docentes
e contra a mercantilização da educação.

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