Professores particulares vão às urnas em agosto - Folha Dirigida - (31/07/08)

Segue a pleno vapor a campanha para as eleições do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio). Entre os dias 12 e 15 de agosto, os 18 mil filiados da entidade sindical escolherão a nova diretoria, que comandará o sindicato no triênio 2008/2011.

Poderão participar do processo eleitoral docentes que atendam aos seguintes requisitos: tiverem mais de seis meses de inscrição no quadro social do Sinpro-Rio, ou seja, aqueles associados até 14 de dezembro do ano passado; estejam em dia com o pagamento das mensalidades sociais de maio (pagas até 12 de junho deste ano). Além disso, os profissionais aposentados também têm direito de votar.

Em sua página eletrônica, o Sinpro-Rio informou que fará o controle informatizado dos votantes, para garantir transparência em todo o processo, através da utilização de um cartão com código de barras. Tal cartão deverá ser apresentado, juntamente com um documento de identidade, no local de votação.

A não apresentação do cartão não impede o voto, mas é importante para agilizar a transparência no processo de votação, informou o sindicato.

Por isso, a entidade sindical solicita aos associados que não receberem o cartão pelos Correios entrem imediatamente em contato com a Comissão Eleitoral do Sinpro-Rio, por telefone, entre 10h e 19h, ou pelo correio eletrônico.

Também em sua página eletrônica, o Sinpro-Rio disponibilizou um serviço de consulta à "Lista Eleitoral", na qual estão relacionados todos os docentes em condições de votar. Quem desejar participar e não estiver nesta lista deve entrar em contato com o sindicato para ser informado sobre o motivo da exclusão.

Ainda na internet, os filiados ao Sinpro-Rio encontram o roteiro das urnas, no qual estão discriminados os locais e horários em que as urnas estarão funcionando nas escolas. Para facilitar a consulta, as informações estão distribuídas de acordo com as regiões da cidade.

Histórico - Em seus 77 anos de atuação no setor educacional, o Sinpro-Rio representa os professores da rede privada do Rio de Janeiro, desde a educação infantil ao ensino superior. Atende também a cursos livres, cursos preparatórios de ensino complementar ou profissional, inclusive os não seriados, dos cursos de línguas.

A base da entidade abrange os municípios do Rio de Janeiro, Paracambi, Itaguaí e Seropédica. A entidade possui uma sede, situada no Centro, e três subsedes: na Barra da Tijuca, em Campo Grande e em Madureira.

O sindicato é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e à Federação Estadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Feteerj).

Veja as propostas das duas chapas

Chapa 1 - Sindicato Forte (Wanderley Quêdo)

Defesa de um sindicato sem atrelamento a partidos políticos, a religiões, aos patrões e aos governos.

Luta pela defesa do emprego, das condições de trabalho e pelos direitos dos(as) professores(as) do setor privado, inserida na luta estratégica por uma escola pública, gratuita, laica e de qualidade para todos.

Luta pelo controle do Estado na educação privada.

Compromisso com a atual política de modernização e melhoria da qualidade do atendimento do Sinpro-Rio ao público, especialmente à categoria.

Manutenção da vitoriosa política da atual Diretoria de ganho real nos reajustes salariais, elevando assim, não só os pisos, mas a base salarial da categoria.

Lançamento em setembro de 2008 da campanha pela unificação das férias dos professores, com 30 dias em janeiro e 20 dias de recesso em julho.

Continuidade ao projeto "Voz para Educar" da atual Diretoria, que já atingiu mais de 300 escolas e universidades (mais de 10 mil docentes).

Formação da Comissão de Saúde e Condições de Trabalho do Sinpro-Rio e contratação de um médico do trabalho, para lutar pela inclusão, na Convenção Coletiva de Trabalho, de cláusulas que protejam a saúde do professor e pela criação da disciplina de cuidados com a voz, nos cursos de formação de professores.

Realização de seminários sobre temas ligados à Educação Superior qualificando o Sinpro-Rio para a luta pela regulamentação da Educação a Distância.

Lutar firmemente contra a desnacionalização da educação brasileira e pelo controle do Estado sobre a educação privada. Educação não é Mercadoria!

Criação de Comissões de Trabalhos Temáticos: Gênero e Etnia; Saúde e Condições de Trabalho; Educação Infantil; Educação Superior; Comissão dos Aposentados (Copap); Assuntos Sindicais e Movimentos Sociais.

Convocação de um congresso do Sinpro-Rio para 2009, com o objetivo de se fazer uma reforma estatutária, que produza as necessárias adaptações às novas realidades, originárias nas mudanças ocorridas no mundo do trabalho, na categoria e no crescimento do sindicato.

Chapa 2 - Movimento e Educação (Lucia Naegeli)

Lutar pela elevação do piso salarial da Educação Básica.Lutar pela criação do plano de carreira na Educação Básica.

Exigir do Ministério da Educação a fiscalização das Instituições de Ensino Superior.

Lutar pela manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva da Educação Superior, pela reposição das perdas salariais e ganho real.

Combater a flexibilização e desregulamentação das relações de trabalho.

Garantir o papel do professor como o principal agente no processo educativo.

Lutar pelo direito às férias anuais de 30 dias em janeiro e ao recesso unificado de 15 dias, no mínimo, em julho.

Atuar junto aos cursos de formação de professores de forma a que deixem claro o papel social do professor como educador, formador de cidadãos, bem como os seus direitos, garantias e deveres, com destaque para a importância da sindicalização.

Realizar uma gestão transparente e democrática com a publicação de balancetes semestrais e discussão junto à categoria de critérios para contratação de serviços e empresas pelo sindicato.

Ampliar as atividades da Escola do Professor com a criação de convênios e parcerias, com o objetivo de promover seminários e cursos de Atualização, Extensão e Pós-Graduação de excelência acadêmica para a categoria.

Debater a criação da Editora do Sinpro-Rio, para publicar os trabalhos acadêmicos dos associados a baixo custo.

Convocar uma Assembléia Estatuinte que modernize o Sindicato, tornando-o ágil, eficiente, com uma prática democrática de gestão de modo a por fim ao continuísmo e ao aparelhamento da nossa entidade representativa.