Sinpro-Rio mantém estado de greve e articula mobilização - Folha Dirigida (24/06/08)

Em assembléia realizada no último sábado, 21, o Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio) decidiu manter o estado de greve dos docentes que trabalham em universidades e faculdades privadas da capital. No encontro, ficou estabelecido ainda que representantes do sindicato visitarão instituições até o fim do primeiro semestre para divulgar o que foi aprovado no encontro.

O impasse em torno da campanha salarial para os profissionais do ensino superior continua. O Sinpro reivindica 5,5% de reposição da inflação (INPC de maio de 2007 a abril de 2008), mais 2% de ganho real, manutenção de todos os itens da atual convenção coletiva, determinação de que só professores possam atuar como tutores nos cursos de Educação a Distância e pagamento de 5% da hora-aula por hora de trabalho desenvolvido fora do estabelecimento de ensino.

Segundo a direção do Sinpro-Rio, os representantes dos donos de faculdades e universidades só aceitam negociar se for incluída a discussão sobre a cláusula do anuênio (1% de reajuste anual no piso dos profissionais). A representação dos docentes não aceitou a proposta, por considerar que atinge um dos principais benefícios da categoria.

Após uma audiência pública realizada na última quarta-feira, 18, no Ministério Público do Trabalho, foi proposto que as instituições de ensino superior não tivessem mais a obrigação de pagar o anuênio até maio de 2009 e que, neste período, as partes teriam de negociar. Na assembléia do último dia 21, os professores decidiram fazer uma mobilização dos profissionais, nas instituições em que trabalham, para comparecerem à próxima assembléia, no dia 23 de agosto, e decidir se aceitam a proposta ou não.