Sinpro-Rio pode radicalizar negociação - Folha Dirigida (22/04/08)

Sem perspectivas de entendimento com os donos de universidades e faculdades da capital, o Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região ameaça radicalizar suas ações no processo de negociação. Uma das possibilidades cogitadas é realizar paralisações e protestos em maio, como forma de pressionar os patrões para que ocorram avanços na negociação.

Segundo o presidente do Sinpro-Rio, Francílio Paes Leme, atualmente, há um impasse nas conversas com o patronato. Já foi enviado um ofício à direção do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro (Semerj), solicitando realização de uma segunda reunião para discutir a pauta de reivindicações. Até agora, de acordo com o sindicalista, não houve nenhuma resposta sobre agendamento de uma nova reunião paritária.

"Acho que o sindicato vai ter de encaminhar uma nova assembléia para discutir a campanha salarial no ensino superior. A diretoria já discute a apresentação da proposta de um dia de paralisação com protestos, por causa da falta de interesse do patronato em negociar e ainda em função das condições de trabalho dos professores, que são aviltantes", informou o presidente do Sinpro-Rio, afirmando que integrantes da direção e sindicalistas percorrerão universidades para mobilizar a categoria.

"Tenho certeza de que conseguiremos parar todas as instituições de ensino superior na cidade do Rio de Janeiro", destacou Francílio Paes Leme.

Os professores da rede particular reivindicam reajuste de 2% acima da inflação medida pelo INPC. Como o índice ficou em 5,5% nos últimos 12 meses, a reposição cobrada pelo Sinpro-Rio é de 7,5%.

Na pauta dos profissionais, está ainda a manutenção de todas as cláusulas do acordo coletivo assinado em 2007, adicional de 5% para pagamento de trabalhos feitos fora do estabelecimento de ensino e determinação de que só professores podem trabalhar como tutores em cursos da modalidade de Educação a Distância.