Sinpro-Rio negociação difícil para ensino superior - Folha Dirigida (23/06/09)
Segundo Wanderley Quêdo, presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), melhorias salariais para o ensino superior continuam sendo negociadas com o Semerj. De acordo com ele, é provável que um novo encontro ocorra no dia 2 de julho, uma quinta-feira, para continuarem as conversações.
Na última reunião paritária, ocorrida no dia 18 de junho, o sindicato levou novamente a proposta dos docentes do ensino superior: manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), reajuste pelo INPC e ganho real de 2% no contracheque. Os representantes do patronato, segundo Quêdo, apresentaram a proposta de mudança de algumas clásulas da CCT, além de um reajuste dado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) parcelado. "Não aceitamos a supressão das cláusulas pedidas pelo patronato e o parcelamento de reajuste salarial somente concordaremos se houver um ganho real no contracheque dos docentes", afirmou o presidente do Sinpro-Rio.
"No entanto, estamos abertos à discussão das clásulas da CCT desde 2007. Chamamos para uma paritária sobre o assunto, inclusive para, como ela tem 25 anos, adequá-la a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Eles não compareceram", contou Quêdo, completando que, se na próxima reunião as negociações não avançarem, o sindicato deverá tomar uma postura mais endurecida. "Caso tudo continue na mesma, poderemos convocar uma greve para o mês de agosto", afirmou o sindicalista. Ainda não há previsão de assembléias para a educação superior no sindicato, mas dependendo do rumo dos encontros, ela poderá ser convocada em agosto.
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