Sinpro-Rio retoma campanha do nível superior - Folha Dirigida - (21/08/08)
Terminadas as eleições para a nova diretoria, o Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio) retoma sua mobilização por acordo coletivo para professores de universidades e faculdades privadas da cidade. Neste sábado, dia 23, acontece nova assembléia da categoria, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a partir das 14 horas.
No encontro, os representantes dos professores devem aprovar estratégias para pressionar os donos de instituições de ensino superior a negociar. Desde março, quando foi aprovada a pauta de reivindicações do magistério, já ocorreram três reuniões paritárias com a direção do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro (Semerj), mas as partes não chegaram a um denominador comum.
Os professores querem 7,5% de reajuste salarial (INPC mais 2%), manutenção de todas as cláusulas da última convenção coletiva, além de dois novos direitos: a determinação de que só docentes possam atuar como tutores nos cursos de Educação à Distância e a criação da hora atividade, pela qual o profissional receberá adicional de 5% destinado ao pagamento do trabalho desenvolvido fora da instituição (preparação de aulas, provas, etc).
Nas paritárias, o Semerj não aceitou as reivindicações dos professores. Os representantes das universidades e faculdades defendem que as instituições não têm condições de conceder aumento real aos educadores e pedem, ainda, a revisão da cláusula do anuênio, que estabelece adicional de 1% a cada ano de serviço completado pelo professor na mesma instituição de ensino. Não há previsão de nova reunião paritária.
Ao longo do ano, o Sinpro-Rio realizou uma série de ações para denunciar problemas na educação superior privada no Rio. Uma delas foi entregar ao representante do MEC no Rio de Janeiro, Cícero Rodrigues, um relatório onde descreve irregularidades recorrentes nas instituições, como falta de depósito do FGTS, atrasos salariais e demissões em massa, redução da carga horária dos mestres e doutores (para pagar salário menor no fim do mês), superlotação de salas, entre outros pontos.
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