Avanços até agora foram tímidos - Folha Dirigida (15/04/08)

As negociações entre Sinpro e Sinepe evoluíram em apenas dois pontos da pauta. Os patrões concordaram em promover, ao longo de 2007, reuniões paritárias para discussões sobre saúde do professor e regulamentação do trabalho nos cursos de Educação à Distância.

No primeiro caso, os patrões e empregados decidiram que, além dos representantes de cada sindicato, as paritárias teriam dois especialistas no problema médico, cada um indicado por uma das partes, como forma de preservar a análise técnica das discussões.

Com relação aos cursos de Educação à Distância, segundo a direção do Sinpro, o Sinepe argumentou que menos de 10% dos colégios de Educação Básica trabalham com Educação à Distância e, por isto, não haveria necessidade de estabelecer regras de trabalho no segmento. No entanto, o presidente do Sinpro-Rio, Francílio Paes Leme, esclareceu que a exigência de que só professores possam trabalhar como tutores, ou seja, profissionais que ensinam e dão apoio pedagógico nos cursos a distância, está mantida na pauta. "Esta reivindicação está mais do que madura e já é hora de fazer constar da convenção", disse Francílio, frisando que uma deliberação do Conselho Estadual de Educação já prevê a exigência.

No balanço das negociações feito pela direção do Sinpro na assembléia do dia 12, a direção também destacou o impasse em torno das férias. Os professores pedem 30 dias em janeiro e 20 de recesso, em junho. Segundo os sindicalistas, os donos de escola afirmaram ser quase impossível impor o prazo para todas as escolas e propuseram a garantia de 20 dias no primeiro mês do ano. O colégio, neste caso, escolheria se daria os outros 10 dias antes de janeiro ou ao término dos 20 primeiros dias mês. A assembléia dos professores não aprovou a sugestão.