Eleições no Sinpro-Rio: não aceitaremos mentiras - O Globo (13/08/08)
A Comissão Eleitoral, legal e legitimamente
constituída para coordenar o processo eleitoral
do Sindicato dos Professores – Sinpro-Rio, vem
esclarecer a categoria a respeito de calúnias que
vem sofrendo da Chapa 2 (dois) com relação a
lisura do processo eleitoral.
As campanhas eleitorais junto a categoria,
que incluem capacidade de mobilização, recursos
financeiros, postagem de materiais de campanha,
envio de e-mail, acesso aos filiados do Sindicato
e outros meios, são de exclusiva responsabilidade
das respectivas chapas. Não cabe a Comissão Eleitoral
nenhum tipo de ação que possa favorecer
as chapas nesta questão. Em nenhum momento
deste processo a Comissão Eleitoral pactuou com
posturas que reivindicavam a utilização de recursos
financeiros da categoria para financiar disputas
eleitorais. No entanto, no Jornal do Boletim de
Urnas, enviado a todos os sindicalizados aptos a
votar, consta uma apresentação das duas chapas,
em igualdade de participação, espaço que foi livremente
utilizado sem qualquer tipo de censura.
Isso é democracia e transparência.
Todas as reuniões da Comissão Eleitoral, marcadas
ordinariamente para as segundas-feiras, na
sede do Sindicato, contaram com a presença das
duas chapas, que puderam exercer de forma livre
e democrática a participação, sendo consultados
e formulando propostas para organizar todas
as etapas da eleição. As Atas das reuniões não
deixam dúvidas quanto a esse exercício livre da
democracia e estão abertas a verificação de todos.
Lamentamos que estes fatos estejam sendo distorcidos
pela Chapa 2 (dois).
Quanto à participação paritária nas mesas eleitorais,
a Comissão Eleitoral usou o critério histórico
que sempre foi adotado nas eleições do Sindicato, ou
seja, a paridade é garantida quando as duas chapas
indicam igualmente os mesários, sendo um terço para
cada chapa e o outro terço indicado pela Comissão
Eleitoral. Na reunião em que essa proposta foi apresentada,
a Presidente da Chapa 2 (dois) aceitou tal proposição,
vindo posteriormente a mudar de posição.
A descentralização das saídas das urnas é
uma forma de agilizar o processo de votação, de
utilizar as demais sedes do Sindicato que estão
equipadas plenamente para efetuar esse processo
e evitar uma grande circulação de pessoal
numa cidade castigada pela violência. Segurança
pessoal, agilidade e conforto foi o que orientou a
decisão majoritária da Comissão Eleitoral.
Por fim, é da natureza do processo eleitoral
a disputa livre e democrática entre as diferentes
concepções políticas e sindicais existentes no
interior de uma categoria profissional. Contudo,
esta disputa não pode se pautar pela imposição
arbitrária de uma chapa para fazer valer suas
posições, pela calúnia como arma política e por
semear no seio da categoria mentiras para justificar
posições que abandonam o campo da luta
política para empregar as chicanas jurídicas.
É lamentável que neste momento de afirmação
da democracia no seio da sociedade brasileira
a eleição deste Sindicato resvale para esse
caminho obscuro, que em nada contribui para
instrumentalizar a categoria para os embates com
a classe patronal para a garantia de emprego e de
condições dignas de trabalho e salário.
Comissão Eleitoral do Sinpro-Rio
Prof. Wilson Rodrigues
Profª. Anita Gomes
Prof. Júlio Vaz
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