Regras de apuração também contestadas - Folha Dirigida (12/08/08)
Os representantes da chapa de oposição também contestam as regras para apuração. Eles defendem que todos os votos sejam contados na sede principal do Sinpro-Rio, no bairro Centro e criticam a decisão de a contagem ocorrer também nas subsedes da Barra da Tijuca e de Campo Grande. Em nota, eles afirmam que descentralizar a apuração "abre a possibilidade de ocorrência de fraudes, devido à dificuldade de acompanhar esse processo."
O artigo 96 informa que "a assembléia de apuração será instalada na sede do Sindicato, imediatamente após o encerramento da votação...". Não há nenhuma referência a se as unidades do Sinpro-Rio em outros bairros contariam ou não oficialmente como sede. O presidente do Sinpro afirmou que esta também foi uma decisão da comissão eleitoral, sobre a qual não tem influência.
Francílio, no entanto, defendeu a medida. "São 360 urnas. A eleição termina às 20 horas, tendo que sair mais de 30 urnas de Santa Cruz, Realengo, Bangu, Campo Grande, Sepetiba e outros locais. E, neste horário, vindo pela Av Brasil. Não corremos risco só de assalto, mas de sermos parados pela Polícia, que poderá abrir as urnas e invalidá-las. Então, o que foi feito está perfeitamente dentro do estatuto", disse Francílio Paes Leme.
Para Haroldo Teixeira, o argumento de Francílio não faz sentido, pois também há risco de problemas no trajeto para outras sedes do sindicato. "Como há garantia de que não haverá assalto ou batida em outras unidades? É um pretexto que ele usa para que a apuração seja descentralizada."
A chapa de oposição também contestou a contratação de uma empresa de segurança para garantir a inviolabilidade das urnas. Ela defende que seja respeitado o estatuto, ou seja, que cada chapa possa indicar representantes para observar as urnas durante a noite. Segundo Haroldo Teixeira, a oposição só quer a garantia de que seus fiscais possam estar na vigilância das urnas e na apuração.
O presidente do Sinpro-Rio informou que foi feito um pedido de proteção policial para todas as urnas, rejeitado pelo Comandante Geral da PM, que só aceitou disponibilizar uma viatura em frente de cada sede. Diante disto, foi decidida a contratação de uma empresa de segurança que, segundo o dirigente, não terá acesso às urnas. "Vai ficar do lado de fora, fazendo a segurança, para que não haja problemas como os que ocorreram na última eleição, quando pessoas queriam invadir o local de apuração", disse Francílio. "Se um fiscal da chapa 1 e um da chapa 2 quiserem dormir ali, podem dormir. Não tem problema", afirmou o sindicalista.
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