Oposição teme fraude na eleição do Sinpro-Rio - Folha Dirigida (12/08/08)
Representantes da chapa de oposição que concorre à eleição para a presidência do Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio) divulgaram comunicado em que criticam decisões tomadas pela comissão eleitoral. Eles afirmam que as medidas abrem espaço para fraudes no processo de escolha do novo dirigente, que começa nesta terça-feira, dia 12, e termina na sexta, dia 15.
Concorrem ao cargo de presidente do sindicato o professor Wanderley Quêdo, pela chapa Sindicato Forte; e a professora Lucia Naegeli, pela chapa Movimento e Educação, de oposição. Uma das queixas é que a oposição só pôde indicar um componente dos três de cada mesa de apuração. O grupo entende que o Estatuto do Sinpro lhes daria o direito de indicar metade de todos os mesários e presidentes de mesa. No artigo 86, é informado que "as mesas coletoras de votos funcionarão sob a exclusiva responsabilidade de um presidente e dois mesários, indicados paritariamente pelas chapas."
O presidente do Sinpro-Rio, professor Francílio Paes Leme, no entanto, argumentou que o procedimento adotado este ano foi o mesmo de outras eleições, e que nunca houve nenhum tipo de contestação.
Segundo ele, as chapas não indicam o presidente da mesa para que o princípio da paridade seja preservado. Do contrário, afirma o sindicalista, metade das mesas de votação teria dois representantes de uma chapa e a outra metade teria dois representantes da outra. "Esta é uma leitura que a chapa 2 está fazendo, que é diferente do que ela mesmo fez há três anos. E como tem sido no sindicato", afirmou Francílio, que também integra a chapa Sindicato Forte.
Um dos integrantes da chapa Movimento e Educação, Haroldo Teixeira, defende que o fato de os mesários serem indicados pela comissão eleitoral não é adequado pois, entre os integrantes da comissão, a maior parte, segundo ele, apóia ou é membro da chapa da situação. De acordo com o artigo 67 do Estatuto, a direção do Sinpro indica, primeiramente, três membros da comissão e, em um segundo momento, cada chapa apresenta o nome de um membro. Para Teixeira, com esta disposição, na prática, apenas um representaria a oposição. "Trata-se de uma correlação de forças errada. Se a comissão eleitoral indica o presidente da mesa, e ela é da diretoria, o indicado será da diretoria", frisou Haroldo Teixeira.
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