Sinpro-Rio: progridem as negociações para magistério na Educação Básica - Folha Dirigida (12/05/09)

Está agendada para o próximo dia 23 de maio, às 10 horas, uma nova assembléia dos professores particulares da Educação Básica no Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio).

No último sábado, dia 9 de maio, o sindicato levou ao conhecimento dos professores o resultado da reunião paritária ocorrida dois dias antes, 7 de maio. Segundo o presidente do Sinpro-Rio, Wanderley Quêdo, o sindicato reafirmou ao patronato que o parcelamento do reajuste de 5,92%, relativos ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), seria um retrocesso nas negociações. "Levamos também a proposta aprovada dos professores de manutenção das reivindicações de ganho real e a unificação das férias em janeiro. Insistimos nisso, mas nossa idéia não é caminhar para o impasse", contou o professor.

O sindicalista informou que os representantes do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe-RJ) responderam negativamente ao pedido de férias de janeiro. "Conforme as palavras do patronato, a questão da unificação das férias não tem passagem dentro da diretoria. Eles repetiram que 95% das escolas já davam férias em janeiro. Disseram também que compreendem as necessidades dos professores, mas que consideram inegociável incluir as férias unificadas dentro da convenção coletiva", contou Quêdo. Já com relação ao não-parcelamento do índice, o Sinepe concordou com em pagar em parcela única, mas afirmou que não pretende dar ganho real aos professores neste ano. Uma nova paritária entre Sinpro-Rio e Sinepe-RJ está prevista para o dia 18 de maio, quando será reforçado o pedido de ganho real e férias em janeiro para os professores.

Temos que demonstrar a nossa força

Na visão do presidente do Sinpro-Rio, as negociações para a educação básica já estão chegando a um momento crucial onde o sindicato precisará tomar posturas mais incisivas. "Teremos que demonstrar para o patronato a força da categoria, a legitimidade da sua demanda e a fragilidade do argumento patronal diante das reinvindicações enxutas do magistério neste momento. A escola tem que ser questionada quanto a sua qualidade. Queremos tocar neste ponto", contou.

Para o professor, a luta é da categoria pode se intensificar, caso as negociações não avancem. "Talvez seja preciso apontar para uma paralisação e manifestações. Não podemos deixar de ter ganho real e ter férias em janeiro. A grande luta será pelo piso salarial e pelo calendário único. Nesste momento, não podemos mais pensar em um recuo", conclui o sindicalista.

Durante a assembléia, professores presentes denunciaram diversas irregularidades, como o pagamento parcelado do 1/3 de férias em uma escola da rede particular.

Ensino Superior: acordo ainda difícil

Embora difícil, as negociações paritárias entre os representantes das institutições de Ensino Superior (IES) e o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) parecem começar a evoluir.

Segundo relatou o primeiro secretário do Sinpro-Rio, professor Marcelo Pereira, na última assembléia da categoria, realizada também no último sábado, dia 9, no turno da tarde, as negociações com as IES já deram um passo à frente. O patronato aceitou discutir um reajuste salarial para os professores, embora continue insistindo na necessidade de uma profunda revisão nas cláusulas da Convenção Coletiva do Trabalho. Levada a proposta aos professores, ficou definido que o sindicato continuará lutando por reajustes salariais sem abrir mão da manutenção da onvenção. Conforme informou Wanderley Quêdo, haverá mais uma paritária na próxima quarta-feira, dia 13 de maio. "A assembléia já decidiu pedir o reajuste salarial e deseja manter a CCT integral. Na Educação superior, as paralisações já estão ocorrendo de acordo com cada instituição superior de ensino. Mas se as negociações não avançarem, certamente tenderão ao agravamento. Já existem universidades com paralisações atualmente", comentou o professor. O sindicato deverá percorrer as universidades com panfletagem e carro de som, para que todos os professores tomem conhecimento das propostas do patronato, especialmente da revisão na convenção coletiva.