Enem denuncia mau desempenho na escola pública e professores reclamam melhores condições de trabalho - O Amarelinho (05/05/09)
Um episódio que ganhou generoso espaço na mídia esta semana, aliado à manifestação promovida pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio), em Campo Grande, dão a exata medida do nível de educação oferecida á população da cidade e do estado do Rio de janeiro, segundo avaliação do Enem e dos próprios profissionais envolvidos no processo de educação. De acordo com o Enem, entre 50 melhores escolas do estado do Rio de Janeiro, apenas uma é estadual - O colégio aplicação da Uerj, que ficou em sexto lugar. A lista traza ainda 40 escolas particulares e nove federais. Às vésperas de completar seus 50 anos de existência, o tradicional Instituto de Educação Sarah Kubitscheck aparece em um nada honroso 836º lugar. Entre os particulares da Zona Oeste, surge o Colégio Belizári dos Santos, de Campo Grande, 80º lugar entre os 1.091 colégios do estado.
Enquanto a avaliação do Enem evidencia a urgente necessidade de mudança de rumos para a melhoria da qualidade do ensino oferecido, que forçosamente passa pela melhor qualificação do magistério, os profissionais da área, ligados ao Sinpro-Rio, saíram ás ruas, na última segunda feira (27), para protestarem por melhores salários e condições de trabalho e saúde. A categoria, neste caso, estabeleceu estratégias distintas para reivindicar melhorias para profissionais da Educação Básica e do Ensino Superior. Eles querem a garantia de ganho real no salário, manutenção da Convenção Coletiva, além de férias em janeiro.
A luta dos professores se estende a questões de saúde. Uma das bandeiras de luta da categoria diz respeito á chamada síndrome de Burnout, caracterizada pelo estresse crônico decorrente da constante frequência com que lidam com dificuldades e problemas alheios.
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