Sinpro-Rio realiza fórum sobre mobilização no ensino superior - Folha Dirigida - (04/11/08)

Como desdobramento da campanha salarial deste ano, para profissionais de universidades e faculdades privadas, o Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio) realiza nesta terça, dia 4, o Segundo Fórum da Educação Superior. O evento acontece na Escola do Professor, a partir das 14 horas.

Voltado para professores e dirigentes de associações e sindicatos que representam a categoria, o encontro tem o objetivo de discutir as condições de trabalho nas instituições privadas de ensino superior. Por isto, entre as questões a serem colocadas em debate, estão a defesa da convenção coletiva, estratégias de atuação em campanhas salariais, a importância da luta pela manutenção de adicionais por tempo de serviço e a necessidade de organização de associações docentes nas instituições de ensino.

O encontro é promovido com o apoio da Federação dos Trabalhadores em Educação do Estado do Rio (Feteerj), que enviará representantes ao fórum. Segundo Antonio Rodrigues, um dos diretores do Sinpro-Rio, em função das tentativas dos donos de universidade de retirar direitos dos trabalhadores, é preciso uma discussão qualificada sobre a mobilização no ensino superior.

"Isto significaria debater com a categoria algumas formas de atuação que entendemos necessárias para o sindicato. Uma delas é incentivar a organização dos professores em associações de docentes, para mobilização nos próprios locais de trabalho", ressaltou Antonio Rodrigues.

Negociação difícil com os patrões ao longo de 2008

O Segundo Fórum da Educação Superior é realizado em um contexto de impasse nas negociações entre representantes dos professores e dirigentes de universidades e faculdades privadas da cidade do Rio.

O Sinpro-Rio aprovou, em março, uma pauta em que reivindicava reajuste de 7,5% (5,5% para repor a inflação medida pelo INPC e 2% de ganho real), manutenção de todos os direitos que constam da convenção coletiva de 2008 e inclusão de duas novas cláusulas referentes à Educação a Distância e à remuneração por atividades realizadas fora do horário de trabalho.

O Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro (Semerj) não aceitou conceder ganho real aos professores e nem os dois novos direitos. Além disso, defenderam interromper o pagamento do anuênio (reajuste de 1% a cada novo ano de trabalho do profissional na instituição), para rediscutir a cláusula.

A discussão foi parar no Tribunal Regional do Trabalho, que propôs que o benefício deixasse de ser concedido até março de 2009, para que, neste período, as partes chegassem a um acordo. Em assembléia ocorrida em setembro, o Sinpro aceitou a proposta.