FETEERJ participa de ato promovido pelo Sinpro-Rio, na Cinelândia - Fala Feteerj (01/05/09)
O Sinpro-Rio promoveu, no dia 29 de abril, uma manifestação em frente à escadaria do Palácio Pedro Ernesto (Câmara Municipal do Rio) por melhores condições de trabalho e saúde dos professores. Na ocasião, os professores protestaram contra a manchete do jornal O Globo que, ao divulgar os resultados do Enem, apontava uma suposta superioridade das escolas particulares frente às públicas.
"Defendemos a escola pública, laica e socialmente referenciada. Não tem sentido comparar uma escola de elite no Rio de Janeiro com uma escola dos índios, em Tocantins", protestou o professor Antonio Rodrigues, do Sinpro-Rio e da Feteerj. O presidente do Sinpro-Rio, Wanderley Quedo, endossou o protesto. "Como dizer que a melhor escola do Rio de Janeiro é uma escola que cobra R$ 2.000,00 de mensalidade e não aceita mulheres? Esta não é a melhor escola".
Para os professores, é preciso saber que tipo de escola e de ensino se quer para o Brasil e de que forma a educação se articula com um projeto de nação soberana. Os Colégios de Aplicação da UERJ e da UFRJ e o Pedro II foram citados como exemplos do que potencial de uma escola pública quando se tem bons projetos pedagógicos, boas instalações e professores decentemente remunerados.
A dirigente do Sepe, Vera Nepomuceno, falou no ato dos professores da rede particular, e parabenizou o Sinpro-Rio pela manifestação. Os dirigentes da Feteerj Guilhermina Luzia da Rocha e Francisco Perez Levi representaram a entidade no ato. Os professores estão em Campanha salarial. Na próxima semana serão realizadas assembléias em diversos municípios.
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