Campanha salarial - Assembléia no dia 12/04 - Folha Dirigida (01/04/08)
Duas semanas após o início formal das negociações, professores e donos
de escolas privadas de Educação Básica ainda não chegaram a um
entendimento sobre o acordo coletivo deste ano. Ao falar sobre o
resultado da reunião paritária ocorrida na última quarta-feira, dia 26,
Wanderley Quedo, um dos diretores do Sindicato dos Professores do
Município do Rio (Sinpro-Rio) ressaltou que não ainda havia "nada de
concreto" sobre as discussões com o Sindicato dos Estabelecimentos de
Ensino do Rio (Sinepe-Rio).
Uma nova reunião deve ocorrer na próxima semana. A direção do Sinpro-Rio
espera que, desta vez, os representantes dos donos de escolas apresentem
uma contraproposta à pauta fechada pelos profissionais de educação no
último dia 8 de março. A próxima assembléia do Sinpro-Rio está prevista
para o dia 12 deste mês.
Este ano, os professores da rede privada de Educação Básica reivindicam
reajuste salarial 2% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC). Como o índice dos últimos 12 meses deve
ficar próximo dos 5%, se os donos de escola aceitarem o percentual, o
reajuste deve ficar próximo de 7%.
A negociação em torno de índices de reajuste, em geral, não é das mais
consensuais. Nos últimos dois anos, o Sinpro-Rio fez a mesma proposta:
2% acima da inflação. Os acordos, no entanto, foram fechados com ganho
real de 1%. "Todo ano é uma batalha e temos de estar unidos e realizar
assembléias bem representativas para poder exigir este índice, porque é
necessária esta recuperação com ganho real", disse o sindicalista.
Os professores também não aceitam mudar nenhuma das cláusulas do último
acordo. Neste ponto, Wanderley Quedo informou que o Sinpro tem
enfrentado resistências. "Há sempre uma luta para se retirar direitos,
como o direito do professor à gratuidade e ao anuênio", informou o
sindicalista, referindo-se a propostas de donos de escolas.
A pauta dos professores também possui cláusulas novas. As três
principais são o estabelecimento de normas para o trabalho com turmas de
Educação Infantil, exigência de que a função de tutor, nos cursos de
Educação a Distância, seja executada por professores, e a fixação de
dois períodos para férias dos profissionais: 30 dias em janeiro e 20
dias em julho.
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