Feteerj também vai reivindicar regras para Ensino a Distância - Folha Dirigida (01/04/08)

Depois do Sindicato dos Professores do Município do Rio (Sinpro-Rio), é a vez da Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Feteerj) brigar por regulamentação do trabalho dos professores nas classes de Educação a Distância.

Esta é uma das reivindicações de uma pauta básica que será apresentada a diretores do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro (Sinepe-RJ), que representa donos de escolas particulares de 50 cidades. Além deste ponto, os representantes dos professores reivindicam reajuste 2% acima da inflação medida pelo INPC e manutenção dos direitos que constam da última convenção coletiva.

A principal regra que a Feteerj quer incluir é a determinação de que só professores possam trabalhar como tutores nos cursos a distância. Estes profissionais geralmente atuam no auxílio aos estudantes, em especial para tirar dúvidas e realizar atividades que reforcem o aprendizado via computador. Segundo os representantes dos docentes, há casos de escolas que utilizam alunos com bom rendimento escolar para exercer a função.

Para obter a conquista, a Feteerj aposta na unificação da pauta. "Isto evita que, em áreas menos mobilizadas, os professores percam direitos ou sejam prejudicados. Há regiões em que donos de escolas não assinam acordo e ponto final", explicou Antonio Rodrigues, um dos diretores da Feteerj.

A pauta básica foi fechada em reunião na última sexta-feira, dia 28, e vale apenas para os sindicatos que têm em sua base cidades cujos proprietários de escolas são representados pelo Sinepe-RJ. Agora, cada entidade levará a proposta básica para votação em assembléia com a sua base para decidir se apresenta somente estes termos ou inclui outros para negociação direta com os patrões. Antonio Rodrigues reconheceu que as reivindicações estão longe do que a categoria gostaria, mas defendeu o texto final.

"Chegou-se a um consenso de tentar fechar uma convenção que, se não traz grandes avanços, mantém cláusulas pétreas dos professores e permite recuperação de perdas salariais", concluiu Antonio Rodrigues.